A TRAJETÓRIA DE NIXON, ATACANTE DE RAÇA, HABILIDADE E EXPLOSÃO

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A TRAJETÓRIA DE NIXON, ATACANTE DE RAÇA, HABILIDADE E EXPLOSÃO

Por Tony Martins

A VIDA DE UM CRAQUE DEPOIS QUE A BOLA PAROU DE ROLAR

Nixon, inegavelmente, foi um dos principais protagonistas do momento de transição do futebol amador de Juazeiro para o profissionalismo, entre as décadas de 1980/90. Desde garoto, atuando na Liga do Centenário, ou pelo Internacional da tradicional Liga de Piranga, Nixon demonstrava as características de um bom atacante: alto, forte, habilidoso e exímio cabeceador, chamando a atenção de empresários do futebol. Ele chegou a atuar nas divisões de base do Bahia da capital, levado por Raimundo Amarildo, na época de Nilton Mota. Mas, teve que voltar para Juazeiro.

Na sua cidade natal. Nixon se destacou pelas equipes de Olaria e Barro Vermelho, conquistando títulos importantes e sempre convocado para a seleção juazeirense.

O bom futebol de Nixon chamou a atenção de equipes do Nordeste, mas, foi no Poções que ele se notabilizou, jogando de centroavante, inclusive, sendo vice-campeão estadual pela equipe do sudoeste baiano.

A TRAJETÓRIA NÔMADE DE NIXON

Além de atuar no futebol de Juazeiro, Nixon Darlan Alves Cardoso, nascido em 9 de fevereiro de 1970, correu o Brasil, jogando futebol. Sobre o time da cidade, o Juazeiro Social Clube, ele próprio denominou “Juazeiro meu amor”, revelando carinho pelo clube. Ainda fizeram parte de sua vida, Socremo da Paraíba, Poções, Bahia, Desportiva-ES, Araçatuba-SP e ABC de Natal.

OS GOLS IMPORTANTES

Nixon foi um artilheiro marcante no Juazeiro Social Clube, inclusive, foi autor dos dois primeiros gols, na primeira participação da equipe na elite do futebol baiano. Era janeiro de 1997, jogo de abertura do Campeonato Estadual e o Juazeiro empatou em dois a dois com o Ypiranga na Fonte Nova.

Nixon fez dois gols em cima do Vitória, quando em 1998, num sábado de sol causticante, o Juazeiro venceu o rubro-negro baiano por 3 a 0 no estádio Adauto Moraes. Esse resultado acabou sendo uma zebra no jogo N° 7 da Loteria esportiva, naquele ano.

Para Nixon o gol mais bonito marcado por ele no Juazeiro foi diante do Ypiranga no Adauto Moraes em 1997: “Ganhamos de goleada. Recebi de Janilson na ponta direita, saí em diagonal driblando a defesa toda, quando o goleiro Borges saiu toquei por cobertura”, lembrou Nixon.

Apesar dos belos gols, Nixon relata que o mais importante de sua carreira foi atuando pelo Poções, numa semifinal do campeonato Baiano, contra o Bahia na Fonte Nova: “A gente estava perdendo, aí veio um cruzamento e subir de cabeça, empatei o jogo, eliminamos o Bahia”, falou Nixon.

Nixon parou de jogar futebol no início dos anos dois mil, com problemas no joelho, mas, deixou seu legado no futebol. Ainda hoje ele é bem aceito no meio futebolístico.

VIVENDO NO FUTEBOL

Depois que parou de jogar futebol profissionalmente, Nixon continuou a conviver com esse esporte. Primeiramente, cuidando da carreira do filho, também chamado Nixon e que, tal qual o pai, é atacante.

Nixon Filho atuou nas divisões de base do Porto de Caruaru, se transferindo depois para o Flamengo do Rio de Janeiro. Na equipe carioca atuou na base e no time principal.

Agora Nixon (pai) administra um espaço esportivo e de lazer, de sua propriedade. Nesse espaço tem campo gramado com refletores, vestiários, piscina e um barzinho, onde, Nixon costuma receber as pessoas em dois dias da semana e aos sábados e domingos.

Ex-jogadores que atuaram no futebol de Juazeiro amador e profissional costumam frequentar o espaço administrado por Nixon denominado ARENA NIXON: Negão, Janilson, Mazinho, Márcio Silva, Roberto Carneirote, Alan, Mazinho Lima e Nega Tonha, entre tantos. É nessa Arena, também. que ex-jogadores do Juazeiro Social Clube costumam fazer a confraternização de fim de ano.

Aos finais de semana existe “o Baba Sagrado” composto por comerciantes, professores, estudantes e funcionários públicos que depois do jogo se reúnem para comemorar com banho de piscina, cervejinha e bater aquela resenha.

Os próximos projetos de Nixon é organizar um campeonato com idade acima de 40 anos e manter uma escolinha de futebol.