Clubes baianos protegem camisas em naftalina até dezembro

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A opinião de Jota Jota

Que injusto calendário do futebol baiano para a maioria de seus clubes, aqueles que jogaram a série A, sem certames para o restante do ano, e para os que acabaram de deixar a série D do Brasileiro, uma temporada totalmente efêmera para seus dirigentes ou donos dos respectivos clubes.

Embora o calendário publicado pela FBF tenha no mesmo inserida a disputa da Copa Governador do Estado, essa competição não vem sendo realizada há anos, ou por falta de clubes, de incentivos, e por ser assim como as demais no estado, totalmente deficitária.

Vejam os senhores que começando pela série A, temos hoje com camisas guardadas, Barcelona, Itabuna, Jacuipense, Atlético de Alagoinhas, Jacobinense e Doce Mel. O Bahia de Feira avançou na série D, e tem por agora mais dois jogos a serem disputados, podendo avançar ruma a série C, onde o estado não tem representante.

Vamos agora para os clubes que disputaram a B, e que nada tem mais a ser feito até dezembro, Jequié e Jacobina lutam ainda em dois jogos pelo título, e depois vão se juntar a Grapiúna, Colo Colo, Fluminense de Feira, Galícia, Leônico, Conquista, Juazeiro e UNIRB. Quais as soluções e ou medidas a serem tomadas pelos dirigentes destas agremiações.

E a pergunta de todos os anos volta a se repetir, vai ou não acontecer a Copa Governador do Estado em 2023? Com a palavra o Departamento de Competições da Federação Baiana de Futebol ou o seu presidente Ricardo Lima.

Outra pergunta a ser respondida em colocada em pauta, é sobre a fórmula de disputa da série B do campeonato baiano, que por dois anos, obedecendo a regulamentos, foi disputada na mesma forma que a série A, mas que agora pode ocupar datas ociosas do primeiro semestre. A competição da B, cujos clubes não possuem calendários em competições nacionais, o campeonato poderia ser mais longo.

O porquê não estender a competição para turno e returno, onde os empregos seriam mantidos por mais tempo, os clubes com probabilidades de recuperar possíveis pontos perdidos, e uma forma mais justa de terem seus investimentos bem empregados, sem jogar dinheiro ao vento.

A verdade verdadeira, é que o futebol baiano precisa URGENTEMENTE de uma repaginada, os clubes necessitam de incentivos e os dirigentes encontrarem uma forma de não serem apenas abnegados, sei que é quase que impossível se conseguir investidores pesados estilo SAF, mas com planejamentos positivos, se consegue patrocínios de sustentabilidade.

Vamos esperar que os dirigentes, cuja camisas de seus clubes agora descansam sob a proteção das pequenas pedrinhas de naftalina, possa se unir e tomar novos rumos a partir de agora, enquanto o espaço de tempo lhes permite sugerir, impor e lutar por uma melhoria.

Não sou quem tem que acreditar, mas sim eles que devem agir a solucionar as suas dificuldades, os diálogos antes dos conselhos técnicos, serão importantes para sejam alinhadas as ideias, só assim conseguirão êxito na hora certa.

#PRONTOFALEI@JOTAJOTA.