Jornada e Simpósio discutem cuidados paliativos no Vale do São Francisco

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Por Carlos Laerte / Clas Comunicação

Começou nesta sexta-feira (20), e prosseguiu durante o sábado (21), no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro/BA, a III Jornada de Cuidados Paliativos do Vale do São Francisco e I Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário (HU) da Univasf.

Promovidos pela Unimed Vale do São Francisco em parceria com a Univasf e o Sescoop/PE, os eventos tiveram início com a palestra ‘Cuidados paliativos, por quê?’, apresentada pelo médico intensivista, paliativista e presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), Rodrigo Castilho.

Ainda na noite do primeiro dia, o público pôde conferir também os temas ‘Autonomia, princípio fundamental do cuidar’, com a advogada, Luciana Dadalto e ‘Entre a razão e o propósito: gestão de conflitos em cuidados paliativos’, apresentado pelo médico Douglas Crispim.

Nos pronunciamentos da abertura oficial, o vice-presidente da Unimed Vale do São Francisco, Luiz Gustavo Mendes; o presidente do Sescoop/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira e o gerente de Atenção à Saúde do HU – Univasf, Aristóteles Cardona, evidenciaram a importância dos cuidados paliativos para a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças), com doenças crônicas ou em estágio avançado e a atenção dispensada aos familiares e cuidadores.

Mantendo a mesma linha de abordagem multidisciplinar, os eventos continuaram no sábado, com um elenco de palestrantes especialistas também em nutrição, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia. Foram evidenciados assuntos a exemplo do tratamento da dor, o uso de antibióticos e o limite entre ortotanasia (cuidado centrado no doente), e distanasia (prolongamento da vida a qualquer custo).

O público acompanhou e pôde tirar dúvidas sobre conteúdos da área do Direito (testamento vital); a experiência do cuidado paliativo domiciliar na Unimed Vale do São Francisco e a possibilidade de cuidados paliativos na emergência. A programação contou ainda com duas mesas redondas: a primeira, debatendo o tema ‘Promovendo qualidade de vida: comunicação e funcionalidade’, e a segunda, discutindo ‘Alimentação no final da vida’.

A psicóloga Amanda Loureiro, que já participa das Jornadas desde a primeira edição, elogiou a programação e chamou a atenção para os temas: ‘Atenção ao luto: conceitos e formas de enfrentamento’ e ‘Por que falar em excelência nos serviços de cuidados paliativos?’. Já a estudante de Enfermagem, Daniela Moura, destacou a relevância da proporcionalidade no tratamento do paciente oncológico e os cuidados paliativos na pediatria.

No encerramento, uma discussão de caso clínico, abordando a importância da equipe multidisciplinar, reuniu assistentes sociais, fisioterapeutas e enfermeiras em torno dos pontos de vista que envolvem pacientes, seus familiares, cuidadores e profissionais responsáveis pelo suporte físico, psicológico, social e espiritual, promovido pelos cuidados paliativos.