A notícia foi publicada no portal UOL, em reportagem de Karla Torralba

Crédito: UOL

Clemente Borges Aranha foi preso acusado de abusar de menores

A Polícia Civil do Mato Grosso prendeu na última terça (18) o técnico de uma escolinha de futebol por abuso sexual de 11 crianças e adolescentes que treinava e levava para fazer excursões em grandes times do Brasil. Clemente Borges Aranha, 31 anos, cuidava de 80 crianças entre 8 e 16 anos, de acordo com as autoridades.  Em conversa com o UOL Esporte, o investigador Darimar Aguiar, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), explicou à reportagem que 11 crianças e adolescentes foram à delegacia, em Cuiabá, para denunciar o professor por abuso e assédio. Segundo Darimar, duas crianças afirmam ter tido relações sexuais com Clemente.

“Ele promovia viagens com os meninos que queriam ser jogadores de futebol. Em alguns relatos de meninos, eles falam que o Clemente dizia: ‘se quer jogar futebol tem que fazer sacrifício’ e que ‘entre quatro paredes tudo pode acontecer’. Nas viagens ele também começava a aliciar os garotos para ficar com ele. Dizia aos meninos que para ser jogador é preciso correr atrás do sonho”, relatou o investigador.  A polícia confirmou à reportagem que Clemente levava os meninos para viagens de treinamentos em clubes grandes do Paraná e Rio de Janeiro.  Clemente tem passagem pela polícia por tráfico de drogas. Segundo a polícia, essa também não é a primeira vez que o professor é denunciado por abuso. Em 2016, uma mãe foi até as autoridades denunciar o profissional, que atuava em uma escolinha em Sorriso (MT). Os investigadores ainda apuram o que aconteceu com a investigação de dois anos atrás.  “As investigações continuam, as mães estão procurando a delegacia. Menino é mais sistemático e fica com vergonha. O importante é ele estar preso para falar. As crianças relatam um remédio que o Clemente usava para passar na virilha e comprimido para desempenho que ele dava aos meninos. Alguns meninos apagavam com o remédio”, contou.  No momento da prisão, segundo o investigador, a polícia apreendeu o celular de Clemente e constatou um “vasto conteúdo de pornografia”. “Fizemos o flagrante por armazenar conteúdo de adolescente. O telefone vai para a perícia para saber quantos são”, disse.

O UOL entrou em contato com a defesa de Clemente Borges Aranha. O advogado preferiu não se identificar por medo de represálias pela natureza das acusações, mas disse que “seu cliente afirma inocência e que outras mães estão fazendo uma abaixo-assinado em apoio a Clemente”.