Por Carlos Humberto - texto e fotos

Era apenas um treino de reconhecimento do gramado mas, quando os portões do Estádio Adauto Moraes foram abertos, uma multidão de vascaínos fanáticos, entoando o hino do clube, invadiram ordeiramente a praça esportiva ocupando todos os espaços disponíveis nas arquibancadas e na geral.

Treino do Vasco no Adauto Moraes (Foto; Carlos Humberto/Agência CH)

Do alto, era possível perceber que aquela horda de apaixonados cruzmaltinos que recepcionara com festa a delegação no Aeroporto Nilo Coelho, parecia criar desenhos inimagináveis se deslocando no estádio, tal qual as nuvens no céu em dias ensolarados.

É de se supor que os membros da delegação visitante foram surpreendidos pelo espetáculo produzido sem um ensaio sequer e, se no primeiro momento esboçaram espanto, logo perceberam que aquela invasão era apenas a mais sincera demonstração de amor de uma torcida pelo seu time de coração. A partir daí, se sentiram em casa.

O frenesi estampado nos rostos daquele grupo de pessoas era, deveras, emocionante e contagiante até para quem não torcia para o time carioca. São sentimentos que só futebol é capaz de produzir no ser humano e o torcedor juazeirense demonstrou que estava ali para apoiar o Gigante da Colina, no seu retorno à cidade após 42 anos – registre-se que, 1995, o Vasco jogou em Petrolina, cidade vizinha.

Se foi apenas uma prova de afeto torcer durante um simples treino, imagine como estará o Adauto Moraes nesta quarta-feira 6, quando a bola rolar para valer pela Copa do Brasil?

Para não ficar inferiorizada em número de torcedores, a Juazeirense espera a ajuda dos rivais vascaínos, para isso conclama, em especial, a presença da numerosa torcida flamenguista para sufocar o grito do Almirante nas arquibancadas, enquanto os jogadores procuram anular o time de Alberto Valentim no gramado.