Falôôô… A opinião de Jota jota

Jota Jota

Conforme previmos em colunas anteriores, a partida final do certame baiano foi um jogão de bola, para ninguém colocar defeito, com os dois Bahias buscando ser o campeão estadual. Como não poderia deixar de ser, o tricolor da capital iniciou dando todas as cartas e encurralando o Tremendão em seu campo, e parecia que a síndrome do pânico também tomaria conta do time treinado por Quintino Barbosa, enquanto os pupilos de Roger Machado, paravam no bloqueio, muito bem feito pela defesa interiorana.

Aos poucos, o time do Barbosinha foi equilibrando o jogo, tendo mais confiança em seu potencial, igualando as atuações, com leve superioridade das defensivas, e posse de bola dos donos da casa.

O primeiro tempo terminou sem abertura de contagem, mostrando que o jogo estava endurecido, e que tudo poderia acontecer na etapa final. No retorno dos vestiários, o Homem de Aço voltou a encurralar o Tremendão, até que aos 8 minutos, fora necessária a primeira intervenção do VAR, uma penalidade máxima reclamada pelo Esporte Clube Bahia. Luiz Flávio de Oliveira, consultou, reviu a jogada, e apontou o pênalti, que Gilberto converteu, colocando os moços do fazendão em vantagem.

Aí, apareceu o dedo do treinador interiorano, suas mudanças, colocaram seu time à frente, que tomou conta do jogo, obrigou o VAR a trabalhar de novo, e marcar uma penalidade máxima, que Vitinho cobrou e Anderson defendeu duas vezes, garantindo o placar.

Com toda volúpia, o Bahia de Feira, buscou incansavelmente o empate, que acabou não vindo, com várias oportunidades perdidas, principalmente, pelo cansaço mostrado pelos pupilos de Paulo Paixão, que vieram de um jogo pesado na quinta-feira, com suas decidas rápidas, o time feirense, ao perder a bola, proporcionou ao Bahia do Fazendão, a probabilidade de ampliar o marcador, e assim, o jogo ficou aberto e muito bonito de se ver.

Caiu de pé, o time que apresentou o melhor conjunto. E esquema tático do campeonato baiano de 2019, Barbosinha com a diretoria do BAFE, tornaram o time da Princesa do Sertão, na atual terceira força do futebol baiano, nenhum dos outros 9 competidores, atuaram seguidamente, com a performance alcançada pelo Bahia de Feira, nem mesmo o Campeão estadual, teve atuações iguais, embora tenha um maior poder financeiro, elenco com maior número de atletas, e de qualidade superior a do seu adversário, uma torcida inquestionável, com mais de 41 mil torcedores na Arena Fonte Nova, foi superior a olhos vistos.

A imprensa baiana, e o canal fechado, enalteceram por demais, o time e o trabalho realizado pelo Tremendão, que agora mira a série D, o homem de aço, era o favorito, por tudo que é, que tem como tradição, mas este acabou quando a bola rolou, apenas a tradicional lógica prevaleceu. Com apenas uma semana no comando, Roger Machado, não seu sua cara ao time, mas com algumas mudanças táticas, conseguiu desenvolver, um melhor futebol de jogadores, até então contestados pela torcida, haja vista a estupenda subida de produção de Nino Paraíba, que recebeu até versão da música Fio Maravilha, e assim, o time vem ganhando uma cara nova, mas continuo afirmando, falta a perninha esquerda ali no meio, e o garçons, para que Gilberto e Fernandão, não passem fome.

Mesmo sendo repetitivo, sem medo de errar, eu narrei o melhor jogo do certame baiano de 2019, nem o jogo de ida em Feira, tivera tanto destaque, e mais, foi de arrepiar, quando a equipe do Bahia de Feira de Santana, fora deixando o gramado, e a festa dos locais começava, os torcedores do Bahia de Pé, aplaudiram incansavelmente o time da Princesa do Sertão, dando aos jogadores derrotados em campo, a certeza de um reconhecimento, difícil de se ver pelos estádios brasileiros, o técnico Barbosinha, além de aplaudido, teve seu nome gritado pelos torcedores do Bahia Campeão, não bastasse isso, as declarações do volante Nilton, de Anderson o goleiro, enaltecendo seu adversário, pelas dificuldades criadas, e que poderiam sim também terem saído vencedores.

Um futebol jogado com força, mas sem disputas desleais, uma rusga aqui, outra ali, mas nada que pudesse empanar, a clarividência da final. Por fim, mais uma vez na Bahia, o VAR funcionou e bem, Luíz Flávio de Oliveira e seus auxiliares, estiveram muito bem, conduzindo um jogo nervoso, pela busca da Taça, mas que pela licitude, tornara a sua arbitram com uma nota 9. Uma bela partida de final, aplausos para os dois time, e para a torcida do Bahia, que chegou chegando, com mais de 41 mil espectadores, para uma arrecadação, acima de 1 milhão de reais. Gostei a aplaudi, o que vi na Arena Fonte Nova.

#PRONTOFALEI.