Fonte “O Livro das datas do futebol” de Rodolfo M. Rodrigues

1990 – Morre, aos 60 anos, o ex-zagueiro Djalma Pereira Dias Júnior. Nascido no dia 21 de agosto de 1939 no Rio de Janeiro, Djalma Dias jogou no América-RJ, onde foi campeão carioca em 1960, e teve sua grande fase no Palmeiras, sagrando-se campeão paulista em 1963 e 1966. Brigado com o clube paulista, foi impedido de jogar por um ano. Seu caso acabou mudando a Lei do Passe. Jogou no Santos de Pelé de 1968 a 1972 e foi titular da Seleção Brasileira campeã das Eliminatórias de 1970 no time das feras de João Saldanha. Jogou também no Atlético Mineiro em 1973 e no Botafogo em 1974. Djalma Feitosa Dias, Djalminha, seu filho, fez sucesso também no Palmeiras e chegou a conquistar uma Copa América pela Seleção Brasileira em 1997, na Bolívia. Curiosamente não viu seu filho jogar pela Seleção, pois, quando morreu, Djalminha ainda estava começando no Flamengo-RJ.

1994 – Reconhecido como um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo, morre, em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola (Itália), durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994, Ayrton Senna da Silva.

Na sétima volta, após uma paralisação, a corrida foi reiniciada e Senna, rapidamente, fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph). Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sidney Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

A imagem de Ayrton apoiado na sua Williams, flagrado pelas tevês, com o olhar distante e perdido, pouco antes do início do GP, ficaria marcada para sempre entre seus fãs.

No Brasil, ficou muito difundida uma frase dita pelo jornalista Roberto Cabrini ao Plantão da Globo, boletim de notícias extraordinário da Rede Globo. Logo após a confirmação da morte de Ayrton, pelo hospital, Cabrini noticiou dizendo, por telefone:

“Morreu Ayrton Senna da Silva… Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar.”

1964 – É fundada a Liga 1º de Maio de Futebol em Juazeiro, Bahia.