A Copa América está só começando na Bahia

Texto e fotos: Carlos Humberto

Hoje foi o meu primeiro contato direto com o clima da Copa América propriamente dito. Nas primeiras horas da tarde, me juntei a jornalistas de diversos países no Centro de Mídia da Arena Fonte Nova, – a maioria colombianos e argentinos – que viviam a expectativa das entrevistas coletivas determinadas pelo protocolo da Conmebol com os treinadores e um jogador de cada equipe.

Na ampla sala, com capacidade para 200 profissionais, mesas com internet rápida e água grátis. Refrigerantes a R$ 8 uma latinha e salgados com preços mais salgados ainda desestimulava o consumo. Melhor seguir o ‘regime’, pensei, já que não tem cafezinho free.

Em comboio, fomos levados em fila para a sala de imprensa. Primeiro os cinegrafistas, depois os fotógrafos. Os jornalistas inscritos previamente para as perguntas ganharam um lugar privilegiado à frente da mesa de cerimônia.

Lionel Scaloni, técnico da Argentina (Foto: Carlos Humberto)

Pontualmente às 17h30, o técnico argentino Lionel Scaloni adentrou a sala de imprensa ao lado do jogador Tagliafico, lateral esquerdo do Ajax da Holanda. Quem esperava por Messi, como eu, se decepcionou.

Técnico Carlos Queiroz e zagueiro Christian Borja, da Colômbia (Foto: Carlos Humberto)

Uma hora depois, foi a vez do português Carlos Queiroz, técnico da Colômbia. Eu torcia para o jogador escalado para a coletiva ser Cuellar, Falcão Garcia ou James Rodrigues, mas ele trouxe o defensor Christian Borja, do Sporting de Portugal, para responder perguntas de jornalistas colombianos e argentinos – os brasileiros só podiam fazer imagens.

Tudo bem treinado, mas sem excessos. As perguntas protocolares não permitiram respostas contundentes ou reveladoras. Até as escalações se tornaram conhecidas, pois os treinadores não fizeram segredo.

O espanhol, idioma predominante em todo ambiente, não foi difícil de ser entendido nas duas coletivas, embora se tonasse inteligível quando os diálogos aconteciam em 78 rotações. Mas confesso que preciso praticar um pouco mais.

Por hoje é só. Vou agora chamar um Uber – é a moda por aqui –, comer uma esfiha no Gooday da Carlos Gomes e me preparar para assistir a estreia do Brasil contra a Bolívia na casa do forrozeiro Adelmário Coelho. Futebol e forró, com uma cervejinha bem gelada, combinam muito bem.

Ah, ainda tive tempo de conhecer o banheiro, espaçoso com louças novas, mas que exalava o famoso “cheirinho” do tênis de Aldão após uma semana de uso.

Enquanto isso, na chácara de Zezinho, o baba do Verdão entre os amigos da Sexta-Super corre animado.

Amanhã nos falamos após Argentina e Colômbia.

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