A bola vai rolar mesmo no Brasil? 

Por Jota Jota
Jota Jota

Pelo visto, a CBF vai mesmo fazer a bola rolar movimentando o final dos estaduais, a Copa do Nordeste e início dos jogos das séries A, B, C, e D. Resta aguardarmos o final dessas discussões para sabermos as formulas que serão utilizadas pelas federações e entidade máxima do futebol.

Embora não seja recomendado pela OMS, em alguns países os certames já foram iniciados e até com presença de público nos estádios, o que não se questiona ainda por aqui por conta da incerteza desse momento em que vivemos, das divergências nas opiniões e tomada de decisão dos poderes públicos.

Mesmo com todo esse impasse, alguns clubes brasileiros já retomaram seus treinamentos, alguns contrariando decretos, como é o caso do Bragantino em São Paulo, do Flamengo no Rio, Grêmio em Porto Alegre, e de divisões menores os quais sobrevivem com dificuldades. Se para alguns dirigentes a hora é da retomada, muitos jogadores não compartilham e temem pelas suas vidas e pela vida dos seus familiares. A quebra do isolamento e do distanciamento social preocupa os atletas, até porque a realização de jogos envolve um quadro muito maior de profissionais como árbitros, quadro móvel das federações, jornalistas, técnicos de TVs, auxiliares de campo e muito mais.

Vale a pena corrermos esse risco? O que dizer?

A incerteza toma conta das nossas respostas. Sabemos que ainda vivemos momentos de extrema insegurança e por isso os cuidados precisam ser mantidos e o custo benefício desse reinício neste momento precisa ser muito bem avaliado.

É conflituoso quando pensamos em sobrevivência. Preservar vidas perpassa pelo distanciamento social, mas também pela manutenção das famílias que precisam retomar suas atividades para abastecer suas despensas e pagar suas contas. Em três meses perdemos o poder de respostas porque o desconhecido nos deixou paralisados. Não possuímos nenhum tipo de fundamentação lógica para entendermos e opinarmos. As consequências de uma decisão errada podem ser desastrosas e, por conta disso, é coerente que essas questões sejam discutidas exaustivamente com uma equipe multidisciplinar no sentido de que se possa minimizar alguns efeitos inesperados.

Torço para que vocês, dirigentes e governantes, optem por uma decisão que melhor atenda aos profissionais envolvidos e para isso desenvolvam a escuta, usem o bom senso e acima de tudo não esqueçam que estamos falando de vidas!

Enquanto isso rezemos para que essa pandemia se torne um fato histórico passado.

#PRONTOFALEI