A falta de vontade e de qualidade permaneceram

Por Jota Jota
Jota Jota

Podem dizer que sou repetitivo, quando me refiro à qualidade técnica do elenco do Vitoria, que em quatro jogos dentro do Barradão, se deu ao direito de perder todos os quatro, e para times do chamado confronto direto, e os jogos de volta, na casa de quem o venceu em Salvador. Pivetti foi embora, mas a má qualidade do time, a falta de técnica individual do elenco, e a letargia permaneceram.

Mesmo considerando o grave erro do árbitro, ao marcar o segundo pênalti, quando a bola toca o ombro, e não o braço do defensor rubro negro, vejam quanto tempo de bola rolando tivemos, com posse de bola do Vitoria, sem que conseguirem o gol de empate, ou jogadas de maior agressividade. O verdadeiro arame liso, aquele que cerca todo o perímetro, mas não fura ninguém. Saiu na frente, e em seguida toma dois gols, de um time que estrategicamente se postou na defensiva, e conseguiu as duas necessárias bolas para vencer.

Vitória 1×2 Avaí Série B em 10.out.2020 (Foto: Letícia Martins/ECV/Divulgação)

Não podemos de forma alguma, culpar o recém chegado Eduardo Barrocas, o carvão está totalmente encharcado, para ser enxuto em apenas 48 horas, é querer demais. E outra, ele vai ter que ser também, o Barrocas de Oz, como Geninho foi um dia. As mágicas serão necessárias, para que o elenco do Leão, comece a jogar. Porque, pelo jeito, perde para a seleção do TEJO, da Ribeira.

É uma falta de vontade e de qualidade técnica que chega ser irritante, e que por bom senso que tenhamos, aliado à paciência, a cada resultado catastrófico desse, leva o mais fiel torcedor ao desespero, e muitos não vão dormir neste sábado, e estão dentro de casa, para não serem gozados pelos rivais, mesmo sabendo que as redes sociais, estão cheias de piadinhas, coisas de torcedor mesmo.

A cada mudança de Barrocas, buscando um melhor posicionamento do time, e com isso uma reação com gols, para empatar o jogo, e depois uma virada, a maionese desandava ainda mais, as emendas foram piores que o soneto, ou seja no banco de reservas, os componentes, não chegam à altura dos titulares, que para uma competição deste nível, estão bem abaixo do que o clube precisa.

É de se lamentar bastante, que um clube como o Vitoria, por administrações catastróficas, esteja passando por momentos caóticos, cuja solução final passa por bola nas redes dos adversários, o que não tem acontecido. A cada dia, a sombra funesta da série C ronda o bairro de Canabrava, uivando como lobisomem em filmes de terror.

É preciso renovar a equipe de caça fantasmas, estes que estão trabalhando, já tiveram a sua credibilidade perdida com os do além, e olhem que nesta turma de malvados não tem fantasminha camarada.

Apesar da pouca divulgação dos problemas administrativos, com dívidas homéricas, que a direção vem resolvendo da melhor maneira, o torcedor de arquibancada quer time, triunfos, e voltar para a série A. Mas este também precisa se mobilizar e ajudar o clube, coisa que o colunista não tem visto, ser mestre de obras prontas, é fácil por demais.

#PRONTOFALEI.

*O texto é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Agência CH.