Por Maurício Cordeiro
Cantor Maurício Dias (Foto: Carlos Humberto/Agência CH)

Os decretos insanos de governos profanos.

Bares de Juazeiro cheios, som mecânico alto e alhures. O perigo é o cantor no palco?

Quero homenagear os cantores “nigth and day” com o troféu imaginário planetário Edith Piaf e a medalha municipal Raimundo Nobre (Ratinho).

Eles abrem o peito e desfazem nós na garganta para encher nossas noites de bares vazios e gente indiferente com a “deusa música”.

A frieza e insensibilidade dos que comem e bebem, num apego aflito aos copos e garfos, conversa alta e som também, sufocam o ar.

Quase nem um gesto… nem sequer um olhar. Nada! Nem o silêncio desperta tanta gente de pele opaca e alma fria.

Não “tem palmas “e o cachê? …óóó…

Abraço todos nas figuras de Joyce, Fabinho, Wellington Miranda, Charles Eluran, Dan Spencer, Xandão….

Peço perdão por não poder fazer acontecer uma atmosfera melhor.

Nota de rodapé

Edith Piaf nasceu no dia 19/12, como eu.

Era uma cantora transcendental e eu um pobre pardal de Juazeiro.

Raimundo Nobre (Ratinho) era o cantor de muitas noites e cabarés… O galo maior das nossas madrugadas.

Este texto foi escrito há uns dois anos, na imponência do cargo de superintendente de cultura, e Neto & Mundinho já tinham se separado.