Gazeta Esportiva - Foto: AFP

A vacina contra o coronavírus não será obrigatória para os atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para o ano que vem devido à pandemia, declarou nesta terça-feira (17) o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Exigir vacinas seria “ir longe demais”, julgou Bach, em visita a Tóquio para tentar convencer a população japonesa e os patrocinadores dos Jogos de 2020 que o evento poderia ser disputado em julho com espectadores, apesar do recente ressurgimento das infecções.

Bach enfatizou nesta terça-feira na Vila Olímpica o compromisso do COI em realizar Jogos seguros, destacando que o comitê de organização tomaria “todas as medidas de precaução necessárias para que os atletas possam ficar relaxados e sentir-se seguros”.

Mas confirmou que embora o COI incentive os atletas a se vacinarem antes de participar dos Jogos, não haverá “nenhuma obrigação”. “Há várias questões a serem consideradas. Trata-se de uma questão de saúde privada. É também uma questão de estado de saúde de cada um. É uma questão de disponibilidade”, declarou Bach.

No entanto, disse que o COI “fará um apelo” aos atletas e ao restante dos participantes para que se vacinem, qualificando este ato como um “sinal de respeito” em relação aos outros atletas e organizadores japoneses.

Os responsáveis por Tóquio-2020 afirmam que planejam várias medidas contra o vírus para permitir que os Jogos aconteçam, mesmo sem vacina, mas Bach declarou que o COI tentará ajudar os atletas a se vacinarem caso as vacinas estejam disponíveis e aprovadas.

O ministro australiano da Saúde, Greg Hunt, declarou nesta terça-feira ter recebido a garantia dos líderes do COI de que “tomaram medidas para garantir ter vacinas para todos os atletas e líderes do mundo inteiro”.

“Portanto, esperamos que haja vacinas para os atletas e os líderes de todas as nações e que estejam prontas antes dos Jogos Olímpicos”. Os Jogos estão programados para 23 de julho a 8 de agosto e os Paralímpicos para 24 de agosto a 5 de setembro.