Por Jota Jota* - Foto: Felipe Oliveira/ECB/Divulgação
Jota Jota

De onde não se espera, é que as coisas acabam acontecendo, e as boas surpresas, enchem os corações de torcedores sofridos com seus clubes, haja vista, os do Esporte Clube Bahia, que na noite do dia dos comerciários, ganharam um presente de gala, quando o Bahia venceu o Atlético Mineiro, por 3 tentos a 1, com dois gols de Gilberto, e pasmem os senhores, DE VIRADA.

Reunido com colegas, no estacionamento de espera dos aplicativos, mais precisamente na Barraca Kibão do Jorjão, e falando em futebol, disse a Moisés, Inhonho, a Bruno e outros parceiros, de que o Bahia, não perderia o jogo desta noite, aí um outro gritou do balcão, e vai ganhar de virada, o Galo fará o primeiro gol. Sabe aquele dia, em que o Espírito da falecida Mãe Dina, e o Sobrenatural do Almeida, aparecem e dão os resultados? Este dia foi 19 de outubro de 2020.

Mas vamos para a partida?

O time de Mano Menezes, foi uma caricatura de equipe, nos primeiros 45 minutos mais acréscimos do primeiro tempo, quando fora, completamente dominado, e sofrera o gol atleticano, com probabilidade de sofrer mais, devido o volume de jogo, apresentado pelo time das Minas Gerais, mas, o que felizmente não aconteceu.

Mas pasmem senhores leitores, torcedores do Bahia, e desportistas da minha Bahia, bem brasileira (crédito a Nilton Nogueira), uma mudança da água para o vinho, aconteceu no intervalo deste jogo. O Bahia, que em mais de 10 jogos, voltava LETÁRGICO no segundo tempo, retornou ligado em 220, enquanto a danada da Letargia, mudou de vestiário. O galo, permaneceu em seu poleiro, enquanto o Bahia, retornou voando baixo nas asas de um verdadeiro Superman.

Dominou o jogo, foi mais rápido que os atleticanos, fez gol de empate, aproveitou um recuo mal feito, e fez o segundo gol, depois em uma jogada rápida, e penetração do Gilberto, 3 a 1, o que mexeu com a crônica esportiva do Brasil, nem mesmo o pai de Santo da Paraíba, acertaria não é mesmo Tillemon Integridade?

Nada, o Bahia não foi a vigésima maravilha do mundo não, e muito menos teve auxílio do Juquita da Paraíba, não é Edson Almeida (o criador do personagem), mas justiça se lhe faça, atuou bem no segundo tempo. Mas nem me falem pelo amor de Nossa Senhora da Ponte Preta, que o tricolor é o melhor do mundo. Menos, menos, menos, assim diria a verdadeira enciclopédia Jorge Samartim, Alfredo Raimundo (in memoriam) gostava, e Nogueira com Armando o chamavam assim em 1982 na Sociedade.

Uma coisa, o colunista reparou, e não vai se negar a dizer aqui, o Mano Menezes, conseguiu mexer no emocional do elenco tricolor, mas não descobriu a pólvora, o time precisa sim senhor dos reforços solicitados, e o presidente Bellintani, eu não durma nos louros da conquista destes três pontos. O resultado, que tira o time da zona de rebaixamento, precisa ser melhorado com uma qualidade superior à que aí está.

Depois de sofrer um ataque contra defesa, de ser massacrado durante 45 minutos, de sofrer o gol, descer para o recreio perdendo, voltar, sacudir a poeira, dar a volta por cima no marcador, o até então sofrido torcedor do Bahia, pode sim senhor bater no peito e dizer.

CONTRA O LÍDER, DE VIRADA, PARA FUGIR DO G-4. É muito mais GOSTOSO.

#PRONTOFALEI.

*O texto é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Agência CH.