Por: Maria Akemi - Foto: Loic VENANCE/AFP

A terça-feira (27) foi marcada pelas quedas de duas atletas que estavam nos holofotes dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Na ginástica, Simone Biles teve uma lesão e ficou de fora da final por equipes. No tênis, Naomi Osaka errou e caiu sem chegar perto do pódio.

As quedas provam que os esportistas do mais alto nível também são humanos. Osaka era dúvida para Tóquio, já que há alguns meses abandonou torneios por conta da pressão por resultados – que agravaram um quadro de depressão.

Sair da disputa foi a opção de Biles

Já Biles, hoje, revelou que a pressão pesou na escolha em não continuar na disputa da ginástica. “É uma droga quando você sente o peso do mundo e você sente como se não conseguisse retorno para o tanto que treinamos. Estamos totalmente preparados, mas é uma droga quando você está lutando contra sua própria mente. Tipo, você quer fazer aquilo por você, mas estou tão preocupada com o que todos vão dizer, na internet e outras coisas as vezes. Então precisava parar um pouco”, afirmou a norte-americana.

Não saber lidar com a pressão

Para Osaka, a pressão era ainda maior: jogava em casa, com a “obrigação” de ter medalha. Muito longe do seu melhor, a japonesa errou muito no seu jogo e foi eliminada. “Definitivamente senti que havia muita pressão [pelo pódio]. Eu não sei como lidar com essa pressão, então fiz o melhor que pude nessa situação”, disse na coletiva após sua queda.

O que esperar de ambas

Diferentemente de Osaka, Biles ainda estará na disputa. E precisará lidar com a pressão. Mas a pergunta que paira no ar é o futuro de ambas após os Jogos Olímpicos. Osaka, inclusive, precisará defender seu reinado no US Open, neste semestre. E novamente será colocada sob pressão.