Falôôô… A opinião de Jota Jota

Foto: Divulgação/Bragantino

Depois de realizar uma campanha quase impecável, sem tomar o devido conhecimento de seus adversários, o Bragantino/Red Bull já havia conseguido o acesso para a série A, com cinco rodadas de antecedência, e neste feriado da Proclamação da República, o Massa Bruta, se auto proclamou, também, campeão da série B, com duas rodadas de antecedência, ao empatar com o Criciúma, por  1 a 1, atuando em Bragança Paulista, interior do estado de São Paulo.

Não foi por acaso as conquistas. Anteriormente, antes da aquisição do Bragantino, o Red Bull, jogava em Campinas, utilizando o estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta, e tinha como torcedores, os dirigentes, e uma parte de seus funcionários, mesmo assim, em menos de dois anos, os projetos foram colocados em prática, um elenco coeso montado, e total confiança depositada no treinador Antônio Carlos Zago, de passagens pelo futebol gaúcho, sem muitas glórias, mas com bons trabalhos.

Não foi só a grana que levou o clube aos píncaros do sucesso, mas sim a execução dos projetos, e o trabalho realizado por um elenco montado com peças de reposição, sem salários astronômicos, e a equipe formada por comissão técnica e elenco deram conta do recado, subindo folgadamente, e com rendimento melhor do que muitos chamados grandes, que vieram dar uma passeadinha na série B, e tiveram dificuldades para o acesso.

Nesta festa com o grito de é campeão, mais de 9 mil torcedores do Braga, estiveram acompanhando a partida, e empurrando o seu time para o título, em jogo que o Criciúma, dificultou e muito, querendo colocar água no chopp do Massa Bruta, e jogando o tira gosto de linguiça na terra. Mérito do Bragantino/RB Brasil, que vem como uma promessa de embates na série A.

Claro que não acreditamos ser este o elenco que os dirigentes irão manter, deve sim haver algumas dispensas, e novas contratações, mas dentro do nível e sistema de trabalho, que vem dando certo, um elenco de operários, com qualidades semelhantes, mantendo a estabilidade, mesmo quando se precisa, substituir peças.

A campanha do Bragantino, mostra sim, que é necessário um organograma de trabalho, encarando-o com profissionalismo, sem esbanjar dinheiro, gastando o necessário, para manter salários e obrigações em dia, claro que a RB Brasil, teve maios posses que os demais, e tem um fundo de caixa, que tranquiliza, mas não entra em campo, a montagem do elenco, é a parte essencial para uma boa temporada.

A nota triste, ficou por conta de uma troca de empurrões, e cartões amarelos, e uma expulsão no final da partida, nublando a beleza do espetáculo, inclusive com jogadas ríspidas, faltando maior pulso do árbitro carioca, Wagner do Nascimento Magalhães, que contemporizou, quem sabe não querendo estragar a festa em Bragança.

#PRONTOFALEI.