Falôôô... A opinião de Jota Jota
Jota Jota

O torcedor brasileiro voltou a encher os estádios depois da pandemia, buscando ver bons jogos e com a apresentação de atletas praticando o esporte com galhardia e dando espetáculos com jogadas primorosas e que os levaria de volta em outros jogos, mas infelizmente isso não vem acontecendo.

E a percepção disso não fica apenas nas séries “A” e “B”, é extensiva às outras duas do certame nacional a “C” e “D”, com jogadores mais encenando do que jogando futebol. A FIFA recomenda de que a bola deva rolar célere por 69 minutos, mas hoje por aqui se a gorduchinha rolar 50 minutos deem-se por satisfeitos porque trata-se de um milagre.

Qualquer que seja o encontrão, ou uma entrada um pouco mais de força excessiva, é motivo para que se pratique o CONTORCIONISMO DE SOLO, causando a entrada do SAMU ESPORTIVO, com uma água milagrosa que o recupera após ter passado o perigo de ataque do time adversário.

Os cotovelos se tornaram escudos obrigatórios nas jogadas aéreas, provocando aí sim, cortes e lesões nas faces, cabeças e até pescoço do adversário, de novo as partidas são interrompidas e lá vem de novo o departamento médico, e novamente outra vez, interrompe-se a partida.

Então, senhores, pelas excessivas encenações de atletas, atendimento das reais contusões, e a interferência do VAR, que nem sempre soluciona, mas complica nas decisões, o calor da partida, a retomada de um bom desempenho de uma equipe, recebe um balde de água gelada.

Outro problema que vai se tornando crônico é a péssima arbitragem brasileira, além dos erros crassos ou interpretações errôneas, os árbitros e os assistentes passaram a depender por demais do VAR. As principais decisões de campo veem da cabine da TV, e às vezes a decisão tomada em campo prevalece e diga-se de passagem absurda. Vide na partida entre Criciúma e Vila Nova de Goiás, que o árbitro cometeu a maior insanidade do apito neste campeonato.

Então o torcedor que tem lotado os estádios, que busca sair da pandemia vendo um bom espetáculo, acaba na maioria das vezes não vendo futebol e sim um espetáculo do circo dos horrores, em cada queda uma cena traumática que é curada depois de uma água bem gelada.

E não posso deixar de lado as entradas violentas praticadas nos jogos mais acirrados e nos clássicos, o chamado futebol força implantado aqui, virou futebol violência, um drible de corpo, um chapéu, um banho de cuia, é tratado hoje em dia como VIOLÊNCIA E DESRESPEITO, deixando de ser o FUTEBOL ARTE, que até 1982 praticávamos aqui, agora o feito é interrompido com PORRADA.

E para terminar senhores leitores, os confrontos das chamadas ORGANIZADAS que acontecem fora dos estádios previamente marcados, foram para dentro de campo, desafio aos leitores e torcedores, nas quatro séries me mostrem uma rodada que em dois ou mais jogos, não tenhamos tido um pouco do muito que relatei neste meu comentário.

Nós, os cronistas, além de narrarmos e comentarmos os péssimos times montados por dirigentes, de jogos ruins na maioria das vezes, somos obrigados também a discernir sobre as atrocidades acontecidas em campo, e na maioria das vezes somos mal interpretados, não pelo torcedor consciente, mas por aqueles que não veem o bom futebol, mas sim uma rivalidade que transcende a esportividade.

#PRONTOFALEI@RECEBAAAA

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