Texto: Maria Akemi

A segunda-feira (13) começou com uma mistura de sentimentos na cidade de Manchester, Inglaterra. O City conseguiu reverter a punição imposta pela UEFA e poderá jogar as próximas duas edições da Liga dos Campeões.

A Corte Arbitral de Esporte (CAS na sigla original) livrou os Citizens do gancho pesado. Não contente, a Corte ainda disse não ter visto irregularidades praticadas pela Diretoria do time inglês e apenas impôs multa de irrisórios 10 milhões de libras pelo fato de o City não ter colaborado com as investigações independentes.

O caso

Voltemos um pouco no passado. Em fevereiro desse ano a Câmara de Decisões do Organismo de Controle Financeiro (CFCB) da entidade europeia acusou o clube inglês de violar regras do Fair Playfinanceiro e de não colaborar comas investigações.

O escândalo foi revelado em uma matéria do jornal alemão Der Spiegel, com ajuda do criador do Football Leaks. O Manchester City faz parte do City Football Group, organização majoritariamente controlada por Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, poderoso político dos Emirados Árabes e segundo os emails vazados, o time fez transações ilegais com aval… da UEFA.

Impunidade

Apesar da gravidade do fato, a Corte avaliou que os supostos crimes “não aconteceram ou prescreveram”. A UEFA pode recorrer da decisão e tentar manter a punição. A entidade alega que as evidências não são conclusivas, o que indica ser possível tentar uma reversão.

Dinheiro fala mais alto

Independente do que venha a seguir é mais uma prova de que o esporte é movido por dinheiro. Os fatos estão comprovados nos emails. A UEFA se deixa desmoralizar. Clubes levaram punições à altura quando erros foram cometidos: Milan, Chelsea, Galatasaray. Só por que o City é o atual campeão inglês e tem dinheiro deve ficar impune?

A própria imprensa europeia, especialmente a inglesa, recebeu com surpresa a decisão de hoje. Ou seja, todos no fundo sabem que o que houve foi uma vitória no “tapetão”.