Clubes pedem linha de crédito do governo federal para o futebol

Da Redação - Foto: Lucas Figueiredo/CBF - Divulgação
Assembleia de Clubes da CBF (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

De portas fechadas devido à grave crise provocada pela pandemia do novo coranavírus, e sem uma definição para o retorno do futebol, os clubes brasileiros buscam alternativas na luta pela sobrevivência. Uma das medidas discutidas na última reunião do Conselho Nacional dos Clubes (CNC), foi levar ao governo federal pedido de abertura de linha de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ajudar nas contas. A ideia partiu da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas ainda não foi formalmente apresentada em Brasília.

Os recursos seguiriam os mesmos passos daqueles destinados pelo governo federal para outros segmentos, a exemplo da cultura, beneficiada com R$ 3 bilhões. A indústria do futebol, que movimenta o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, e gera milhares de empregos diretos e indiretos, reclama o mesmo tratamento dispensado pelo governo central.

A proposta é que esses recursos sejam repassados pelos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, já que há resistência das instituições financeiras privadas em relação a empréstimos a clubes de futebol. Para superar resistências, os clubes sinalizam criar uma associação que os represente junto ao governo federal e até a CBF.

A ideia não é consenso nem mesmo dentro do conselho de clubes. O presidente do Atlético Mineiro, Sérgio Sette Câmara, lidera o grupo que defende a participação de recursos federais na retomada do futebol. Falando ao Globoesporte.com, o dirigente argumentou que “O futebol brasileiro está caminhando a passos largos para quebrar. Acreditem se quiser, mas não há perspectiva de volta, não temos receita nenhuma. Esse fato de que tem um atraso ou outro em um clube é irrelevante, porque você vai ter clubes com cinco, seis folhas em atraso. Ilude quem acha que a volta do futebol vai trazer receita. Nós não vamos ter bilheteria, vamos ter despesas, vamos ter que pagar viagem, alimentação, hotel. A ficha não caiu para muitas pessoas, inclusive da imprensa” – frisou o presidente do Galo.

Com informações do UOL