Falôôô... A opinião de Jota Jota - Foto capa: Sarah Pflug
Jota Jota

Na semana em que a FBF marcara a reunião dos clubes da Série B para que o certame de 2020 pudesse ser discutido e a tabela de jogos montada, o novo coronavírus suspendeu todas as atividades esportivas no mundo, e na Bahia não seria diferente, mesmo que a princípio tenha se pensado em dar sequência à Série A, mas o bom senso falou mais alto.

A proposta de disputa da Federação Baiana era o mesmo modelo do ano anterior, com duas partidas nas finais, envolvendo primeiro e segundo colocados da fase de classificação. Mas a realidade pós pandemia é totalmente outra, principalmente porque mesmo os certames sendo retomados apenas em agosto, para a série B vão sobrar muitas datas.

Então, a fórmula antiga torna-se obsoleta, principalmente para atender os atletas profissionais desempregados há mais de 90 dias, e que precisam retomar suas atividades. Para os clubes, um ida e volta em dois turnos seria o ideal, isso porque poderá ascender à elite aquele que melhor performance tiver dentro das quatro linhas, e estar organizado em seu setor administrativo.

Claro que será necessário um estudo mais complexo, evitando maiores gastos, em uma época em que a economia será retomada, e os clubes chamados pequenos, terão dificuldades. Por este motivo, foi que em outra oportunidade comentei aqui, que os presidentes dos clubes inscritos na série “B” deveriam se reunir, para chegarem no Arbitral com o mesmo discurso e propostas, totalmente alinhadas.

Sim, sei que o momento, não permite encontros e aglomerações, mas poder-se-á fazer vídeos conferências e chegarem a um denominador comum, que venha ser apresentada e vencer pela maioria de votos a favor, sem pensar na série “A”. A preocupação do descenso é da FBF, a meta dos da “B”, é subir – depois se discute os demais problemas.

Tudo isso vai dar certo, desde que o clube de cada um seja a primeira instância, deixando de lado as vaidades pessoais, e até mesmo, as divergências que por acaso possa haver. O principal é ter uma competição que mostre o melhor em campo, e que seus direitos possam e devam ser respeitados. Não importará muito de quem vai partir a iniciativa destas reuniões, mas sim que elas aconteçam.

Com o achatamento possível da pandemia e o retorno gradativo do futebol, os mentores que continuaram trabalhando por seus clubes estejam prontos, para que não sejam pagos de surpresa.

#PRONTOFALEI.

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