Concluída a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da Fruticultura no sertão de Pernambuco

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Por Carlos Laerte / Clas Comunicação

Depois de três dias de negociações, produtores e trabalhadores rurais da fruticultura Irrigada do sertão de Pernambuco, concluíram na manhã desta sexta-feira (19), em Petrolina, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT – 2024).

Já em sua 30ª edição, o instrumento coletivo que vai reger as relações entre as classes patronal e laboral até o dia 31 de dezembro desse ano, estabeleceu o novo piso salarial dos trabalhadores, acima da inflação, que será de R$ 1.450.00.

A CCT- 2024 aprovou, entre outras cláusulas econômicas e sociais, a taxa assistencial para categoria profissional com direito de oposição e o fim do revezamento semestral do tratorista. Também foram aprovadas a realização de até duas horas extras adicionais em atividades inadiáveis; permissão de horas extras em atividades insalubres; trabalho flexível entre PE e BA: trabalhador pode atuar em outro estado para o mesmo empregador/grupo econômico; taxa assistencial patronal e marcação de ponto por dispositivos eletrônicos (celular, tablet, computador, entre outros.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, a convenção foi positiva e contemplou as peculiaridades do segmento e das culturas, principalmente da manga e da uva. “Tivemos um grande desafio esse ano, realizando convenções em separado para os Estados de Pernambuco e Bahia. Graças a Deus obtivemos bons resultados nos dois lados do Rio São Francisco, com ganhos substanciais tanto para produtores como para trabalhadores”, ressaltou.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina (STTAR), Maria Joelma, também comemorou os avanços das negociações, evidenciando as melhorias obtidas em comum acordo com os empregadores. “Discutindo junto e evoluindo junto, chegamos a um entendimento com respeito mútuo em tempo recorde. Bem diferente da convenção do ano passado que durou longos e sofridos cinco meses”, concluiu.