Por TONY MARTINS

Morreu na noite de ontem (20/05/2021), vítima da Covid-19, o radialista Jean Rêgo.

Jean Rego e amigos Paulo Cesar e Ronaldo Lopes

Conheci Jean Rêgo ainda jovem, a partir da segunda metade dos anos de1990, eu trabalhando na Rádio Juazeiro e ele no comércio, numa loja na orla de Juazeiro, bem próximo à emissora. A proximidade permitia que ele visitasse os programas de José Raimundo Neves e Zeca Diabo, bem como a Budega de Zé Brocoió, com Wilson Duarte, de quem se tornou parceiro.

Com muita coragem, Jean Rêgo deixou suas atividades no comércio e não quis atuar como professor, não trilhando o mesmo caminho de seus irmãos Sérgio, Jailson e Silvano que atuam na docência. Ele era licenciado em Geografia pela Universidade de Pernambuco UPE, porém, preferiu se arriscar na comunicação.

Logo no início da carreira fez uma parceria de sucesso com Zé Brocoió, alegrando as tardes da região com o Programa Budega do Zé Brocoió. No referido programa foi criada a cidade imaginária de Brocolândia, foi nesse momento que Jean criou seu principal personagem: O DR. LINDOLFO BORGES, eterno prefeito de Brocolândia. O sucesso foi tão grande que ficou impossível dissociar o personagem da pessoa, um sendo o outro, o outro sendo o um.

Uma característica marcante de Jean Rêgo era mexer com as pessoas de Juazeiro, com as quais criava estórias engraçadas. Pessoas como Jaime Caldas, Raimundo Amarildo, o policial Luís Alberto, até eu mesmo, fomos alvos de suas criações. Ele também fez várias “pegadinhas”, envolvendo pessoas conhecidas da região: o radialista Winston Monte Claro, o ex-vereador Amilton Ferreira, os comerciantes Manelão e Arnaldão Veículos, Negão do Edson, o artista Madona Cover, entre tantos.

Versátil, Jean apresentou programas de entretenimento, forró, programa policial, foi locutor motociclista, além de atuar como locutor em comícios e como cerimonialista em eventos oficiais da Prefeitura de Juazeiro.

Jean Rêgo, morreu aos 47 anos, deixando esposa e um filho de 9 anos (Enzo Gabriel).  A Agência CH solidariza-se com toda família, amigos e seus colegas de trabalho. É uma grande dor e uma grande perda, só comparadas a imensidão do talento demonstrado e vivenciado por Jean, que deixa um legado para os meios de comunicação da região do São Francisco.