Por Tony Martins

O retorno do Campeonato Carioca está permeado de polêmicas e agora mais ainda que a “política” entrou no centro das discussões e decisões das questões relevantes sobre a volta do futebol nesse momento difícil da pandemia do novo coronavírus. Inclusive, a semana passada dirigentes de Vasco e Flamengo estiveram reunidos com o Presidente da República Jair Bolsonaro, de onde saiu uma ideia de que o Campeonato Carioca poderia ser disputado em Brasília com a anuência do Governador do Distrito Federal  Ibaneis Rocha que garantiu liberar o estádio Mané Garrincha para a Federação do Estado do Rio de Janeiro realizar os jogos da competição.

Contrário aos seus rivais, Botafogo e Fluminense não concordam com a volta imediata do futebol carioca, sem que as autoridades sanitárias façam as devidas autorizações, já que os casos registrados e o número de óbitos vem aumentando a cada dia no Rio de Janeiro, com uma taxa de ocupação em leitos e UTIs, chegando a 90% de sua capacidade.

O clima piorou depois do último arbitral da FERJ, onde Flamengo e Vasco propuseram o retorno do Campeonato Carioca para 14 de junho. No entanto, o presidente do Botafogo Nelson Mufarrej e do Fluminense Mário Bittencour elaboraram um documento com 30 itens, mostrando o quanto é precoce o retorno do futebol no Rio de Janeiro, já que até segunda feira (25/05) eram 39298 Casos da covid-19 com 4105 óbitos, sendo que ainda não se sabe quando ocorrerá a curva decrescente da contaminação pelo vírus.

É importante ressaltar que o Presidente Bolsonaro é um contumaz defensor da volta do futebol, enquanto que o Govenador do Rio de Janeiro Wilson Witzel é contrário, Fato que causou hostilidade entre as duas autoridades públicas, sendo que isso acaba interferindo no futebol, pois, nesse momento o esporte depende de decisões públicas tomadas por agentes públicos.

 O Presidente do Flamengo Rodolfo Landim que sugere o retorno do Campeonato carioca para 14 de junho revelou que se o Botafogo é contrário, é um sinal de que “estamos certos”, revelou o dirigente, exemplificando as finanças dos dois clubes para fundamentar sua opinião. Enquanto Carlos Augusto Montenegro que é membro do comitê Gestor do alvinegro respondeu no seguinte tom: “não tivemos garotos incendiados”, numa alusão ao incêndio ocorrido na concentração do Ninho do urubu que vitimou vários jovens da divisão de base que moravam no alojamento do Flamengo.

No nosso entendimento, o futebol terá um papel importante na saude da população brasileira, pois, quando tudo amenizar, as pessoas precisarão de saude mental, de divertimento e lazer, além do aspecto econômico que gira em torno dessa prática. Nesse sentido, o futebol terá um relevante papel. Esperamos que a política seja positiva e que os políticos não utilizem o futebol para fins eleitorais.