Falôôô… A opinião de Jota Jota

Jota Jota

Um clube, ou mesmo um time de futebol, que fez história no futebol da Bahia, está desativado por vaidades pessoais, deixando acéfalos seus torcedores, que vira nascer a Juazeirense, sem no entanto aceita-la, por ser o time da Carranca o primeiro time profissional da cidade, e que com todas as dificuldades, chegou a ser vice campeão baiano, e considerado a terceira força deste futebol.

Hoje, nem se houve mais falar do Social Clube, como era carinhosamente chamado, ali nas barrancas do Velho Chico, e que deu enormes alegrias a todo povo ribeirinho da região, com a realização de bons jogos no Adauto Moraes. Os aplausos para os dirigentes da época, eram poucos, mas o estádio vivia cheio, diferentemente do que vemos hoje. Posso falar de cátedra, porque vivi a época do lado de dentro, e sei das dificuldades que todos passamos, histórias que um dia, vou contar em livro.

As caminhadas de Carlos Humberto e Jair o Das Tintas (in memoriam), não foram poucas, e que ninguém sabe, só para se ter ideia, eu que trabalhava como supervisor, tinha deixado o rádio, por ética profissional, não foi uma nem duas vezes, que passei o dia sentado na sala de Paulo Cesar na Prefeitura Municipal, esperando Joseph Bandeira, liberar o dinheiro para a viagem do time, caso contrário nada feito, e quantas vezes, saímos 4 a 5 horas, depois do estabelecido.

Não tenho procuração para defender os dois dirigentes, e seus pares de diretoria da época, mas a vaidade, o egoísmo, o olho grande de alguns, acabaram com o Social Clube, afastando os que realmente queriam ajudar o clube, dentre eles Josué da Jotarte, e o próprio Deputado Roberto Carlos, que desgostoso, partiu para fundar a Juazeirense, hoje Cancão de Fogo, e que tive o prazer de ser o redator, dos estatutos, elaborados pelo Cigano Dr. Zé Gomes.

Mas a minha indignação, é que se tomou o clube, se elegeu novas diretorias, e o barco só via o seu furo ir aumentando, hoje nem sei onde ele está ancorado, ou se ainda está na superfície, ou se o Nego D’água, se apoderou da Carranca. Com o advento do clube empresa, ouvi a pouco mais de um mês, o cantar de um passarinho, aventando a probabilidade, de transformá-lo em clube empresa, mas parece que a ideia assim como o time, morreu, ou está no nascedouro.

Não adianta apenas querer o brinquedo, é preciso saber manusear, e principalmente descer para o Play, e em todos os seguimentos, a união faz a força, e no fantástico mundo do futebol, não existe espaço para egoísmo, e muito menos para vaidades pessoais, quem agiu desta forma, fez com que a entidade sucumbisse, estando com dificuldades imensas de reergue-los, vejam Vitoria, Cruzeiro, e a Lusa do Canindé, a Portuguesa de Desportos, um time que tinha, dinheiro.

O torcedor, que tenho certeza, vai voltar em massa ao Adauto Moraes, se o Juazeiro Social Clube, ressurgir das cinzas, mas que não tem posses para fazê-lo, espera incansavelmente, que apareça, pessoas expertises em administração esportiva, para que a esperança se torne realidade. Sim nem peçam a Carlos Humberto para retornar, e Das Tintas, está em paz no céu, eles sofreram muito, e foram massacrados com insinuações, e comentários maldosos, e tudo isso dói muito, afeta familiares e tudo mais. Mas uma coisa é certa, eles que fizeram de bom, contra tudo e contra muitos, colocaram o time no cenário nacional, até que o destruíssem, e os culpados, desapareceram.

#PRONTOFALEI.