Falôôô... A opinião de Jota Jota
Jota Jota

Foi com o coração na mão e/ou saindo pela boca, que o torcedor do Vitoria viu a briga de dois felinos na jaula do Barradão, onde o Leão da Barra rugiu em alto e bom som, derrotando o Pantera da Mogiana, por um tento a zero, no penúltimo ato do espetáculo de uma série “B”, não para ser esquecida, mas para ser observada, e os erros não serem jamais repetidos.

Foram pouco mais de 100 minutos, onde a cada lance o torcedor tinha sua adrenalina aumentada, principalmente no primeiro tempo, onde a bola de um ataque novamente não produtivo, teimava em não balançar as redes embora o sobrenatural do Almeida, tenha agido rápido à favor de Rodrigo Chagas.

Na contusão precoce de Guilherme Rend, o treinador foi ousado e colocou em campo o garoto Eduardo, aquele mesmo das divisões de base, e o menino saiu melhor do que a encomenda, foi o dono do jogo, tal como se fosse um veterano, chefiando o seu grupo com confiança e destemor. Sem medo de errar, o melhor do jogo.

No segundo tempo, em uma cobrança de falta feita por Eduardo, o Botafogo levou azar para Ribeirão Preto, na feitura de um gol contra, deixando a sorte encrustada no solo do Manoel Barradas, a permanência do Vitoria na série “B”, como diria o meu amigo e irmão Silvio Mendes, KIKO… kiko Vitoria tem com isso, que o gol foi contra?

Ao ouvirem o trilhar do apito do árbitro encerrando a partida, o que mais se leu, ouviu e viu, foi um UFAAAAA, ACABOU. Terminava ali o sofrimento de pouco mais de dois anos do torcedor rubro negro, que passou por poucas e boas nesta temporada PANDÊMICA do futebol 20/21. Ainda se tem que cumprir o último ato desta peça, e será na sexta feira contra o Brasil em Pelotas.

Sem a necessidade de usarem Losartana, Coramina, Chá de Camomila, ou de Erva-doce, o autêntico rubro negro colocará a cabeça do travesseiro muito mais aliviado, e terá um sono bem tranquilo, deixando para voltar a queimar as pestanas, quando da formação de um novo elenco.

Agora sim, os torcedores em seus grupos de Zap Zap, poderão emitir as suas opiniões sobre mudanças, contratações, administração, e outras coisas mais, embora não esquecendo que para cobrar é preciso colaborar, e não apenas ser o mestre de obras prontas, e para aqueles que quanto pior melhor, desçam de suas vaidades pessoais e interesseiras, e ajudem o clube a se reerguer, e retomar sua galhardia dentro do futebol brasileiro.

Os erros não podem e não devem ser repetidos, assim como aqueles que deixaram de pagar as mensalidades, e ou ainda não se tornaram sócios do clube, retomem os pagamentos se regularizando e os demais tratem de se associarem, dentro dos planos que lhe caibam nos bolsos, o Leão agora, mais do que nunca precisa de todos os rubro negros.

E um recado para o presidente do clube: reveja com urgência sua maneira de tratar torcedores e situações do clube, e perceba rapidamente a mudança de atitudes do torcedor, aquele que tem rejeição sobre sua agressividade e impetuosidade, atrelada a uma desnecessária arrogância. Lembre-se, o Vitoria precisa de todos, e nunca de um dono.

Ao grupo de jogadores, todas as críticas cabíveis foram feitas durante a competição, quando não estiveram bem e deixaram muito a desejar. Mas, neste momento, o colunista tem que reconhecer: o penúltimo ato do espetáculo, se não foi brilhante, tenham a certeza de foi deverás aliviante, abrandando os corações de muitos rubro negros, por isso lhes parabenizo. Agiram como profissionais, superaram todas as deficiências, e contornaram um obstáculo, que era uma incógnita. A todos, aconteça o que acontecer daqui por diante, sejam felizes, e levem o reconhecimento de uma Bahia esportiva, pois ela não merece ver os seus grandes na série “C”.

#PRONTOFALEI.

(O texto é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Agência CH)

Foto/capa: Pietro Carpi/ECVitória