Edinho diz a site que Pelé ‘não consegue mais andar direito’ e tem ‘certa depressão’

Crédito: MSN/ESPN
Edinho, filho de Pelé (Foto: Gazeta Press)

Aos 49 anos e de volta ao trabalho no Santos há pouco mais de três meses, Edinho, o primeiro filho famoso de Pelé, disse que o pai está abatido pelos problemas de saúde enfrentados desde 2013.

“Ele tá bastante fragilizado em relação à mobilidade. Ele fez o transplante do quadril e não fez uma reabilitação adequada, ideal. Então, ele está com esse problema da mobilidade, que acaba acarretando uma certa depressão, um quadro ali…”, disse Edinho ao site do “GloboEsporte”.

“Imagina, ele é o Rei, sempre foi uma figura tão imponente, e hoje ele não consegue mais andar direito. Ele fica muito acanhado, muito constrangido com isso. Mas está bem, tirando isso e tirando a natureza da idade e tudo mais”, acrescentou.

Edinho disse que Pelé tem feito muito o uso do andador ou da cadeira de rodas dentro da própria residência. Até por isso diminuiu nos últimos dois anos as viagens internacionais e a frequência para atender a imprensa.

“Ele não consegue andar normalmente. Só com o andador. Até melhorou um pouco em relação a essa época recente [em que apareceu em um evento público de cadeira de rodas), mas ainda tem bastante dificuldade para andar”, afirmou.

“Ele fica constrangido, não quer sair, se expor, fazer praticamente nada que tenha que sair de casa. Está muito acanhado, recluso”.

Em outubro do ano passado, Pelé atendeu os canais ESPN com exclusividade e acabou surprendendo a equipe de reportagem ao mostrar-se sereno, amoroso com a família e a com fé renovada (veja o vídeo acima). Ao falar da saúde, brincou.

“O Pelé está bem. O problema é o Edson, que ninguém quer saber”, disse, aos risos.

Já Edinho está trabalhando como coordenador técnico da base do Santos desde novembro do ano passado, já como parte da nova vida do ex-goleiro do Santos por progressão da pena que cumpre, em regime semiaberto desde junho.

Ele chegou a ficar preso em Tremembé, interior de São Paulo, condenado por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A pena inicial do Juiz previa de 33 anos de reclusão. Em 2017, ela foi reduzida para 12 anos e 11 meses.