Eleitos em primeiro turno, os novos dirigentes já tomaram posse

Crédito: Correio da Bahia

Foto: Vitor Vilar/Correio

O presidente mais longevo e mais bem sucedido do Vitória está de volta. Eleito na noite desta quarta-feira (24), Paulo Carneiro comandará o Leão pelos próximos três anos e oito meses.

Carneiro teve 1.474 votos, equivalente a 67,86% dos 2.202 votos válidos. Por ter obtido a maioria simples dos votos, não será necessário segundo turno. Raimundo Viana terminou em segundo lugar, com 685 votos (31,54%).

Isaura Maria ficou em terceiro, com nove votos (0,41%); Walter Seijo em quarto, com três votos (0,1%), e Gilson Presídio em último lugar, com apenas um voto.

O icônico mandatário volta ao comando do Leão depois de 14 anos, aos 68 de idade. Ele estava afastado desde 2005, quando renunciou após o rebaixamento à Série C do Brasileiro.

Paulo Carneiro já havia tentado retornar à direção duas vezes. Em 2016, encabeçou chapa ao Conselho Deliberativo. Em 2017, estava na chapa de Manoel Matos como diretor de futebol.

O novo presidente já foi empossado. Seu mandato completará o de Ricardo David até dezembro deste ano e seguirá até dezembro de 2022.

A história

Carneiro é uma figura importante na história rubro-negra. Presidente por 15 anos, de 1991 a 2005, o Vitória viveu sob comando dele uma arrancada em títulos, relevância nacional e torcida.

Foi sob seu comando, também, que o Leão chegou à Série C em 2005, ponto mais baixo da história do clube, àquela altura já centenário.

Com Paulo Carneiro, o clube foi dez vezes campeão baiano (1992, 95, 96, 97, 99, 2000, 2002, 2003, 2004 e 2005) e tricampeão do Nordeste (1997, 1999 e 2003).

Foi também vice-campeão brasileiro em 1993 e semifinalista em 1999, além de semifinalista da Copa do Brasil em 2004.

Por outro lado, Paulo Carneiro acumulou três rebaixamentos com o clube. Os mais impactantes foram em sequência: 2004 para a Série B e 2005 para a C. Antes, havia caído em 1991, no primeiro ano dele como presidente.

Paulo Carneiro renunciou à presidência do Vitória em 2005, pressionado pela queda à Série C. Desde então tem atuado como executivo de futebol. O trabalho mais marcante foi em 2009, quando chocou torcedores dos dois clubes ao assumir a direção de futebol do Bahia.

Ficou no tricolor por dez meses, em uma temporada em que o clube brigou contra a queda à Série C. A passagem mais longeva, porém, foi no Athletico-PR, de um ano e cinco meses, em 2015 e 2016.