Por Carlos Humberto – texto e foto
Presidente da FBF Ricardo Lima 07042021 Adauto Moraes – Foto Carlos Humberto – Agência CH

Um dia após a classificação inédita da Desportiva Juazeirense, a imprensa nacional ainda destaca o feito histórico do time da casa que, em partida épica contra o Volta Redonda, se classificou para terceira fase da Copa do Brasil pela primeira vez.

Além do importante jogo de futebol, o Estádio Adauto Moraes recebeu a figura ilustre do presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ricardo Nonato Macedo de Lima, pela primeira vez em solo juazeirense, após sua eleição à presidência da entidade máxima do futebol baiano, em janeiro de 2019.

Discreto e atencioso com todos ao seu redor, o presidente Ricardo Lima assistiu e vibrou com a façanha do filiado Juazeirense, em noite que o futebol baiano classificou três equipes para a próxima fase do torneio mais democrático do Brasil.

No intervalo da partida, o presidente falou à reportagem do Agência CH.

Confira os principais textos da entrevista.

Carlos Humberto (CH): Presidente, seja bem-vindo a Juazeiro

Ricardo Lima (RL): Obrigado, é sempre um prazer estar aqui em Juazeiro prestigiando nosso filiado, principalmente nesse momento em que a Juazeirense vem fazendo um excelente trabalho, não só no Campeonato Baiano, mas também na Copa do Brasil.

CH: Ano passado o Interior esteve perto de levantar o título estadual. Será que esse ano o campeão baiano virá do interior do estado?

RL: O campeonato está bastante disputado, totalmente aberto, e nós vamos torcer sempre para que aquele que faça o melhor trabalho em campo esteja nas finais e levante o troféu ao término da competição. Sabemos que é um momento muito difícil que o mundo passa, e a nossa torcida é para que a gente posso concluir a competição dentro de campo, de forma legal, de forma leal, sempre tendo o fair-play como um dos pilares para que o futebol possa ter a sua moralização completa.

CH: Como a Federação está fazendo para administrar um campeonato que, por conta da crise sanitária, tem jogos adiados dificultando cumprir o calendário estabelecido?

RL: Realmente é um momento muito difícil, um calendário espremido, inclusive por conta do ano 2020, que nos obrigou a fazer ajustes. Mas, através do diálogo com os clubes e com a CBF, estamos levando as competições dentro das datas que foram propostas. Temos duas competições em paralelo, o Campeonato Estadual e a Copa do Nordeste, e isso tem um impacto direto em nossas datas e, fora isso, tivemos dois jogos adiados por conta do acometimento do Covid que são Vitória e Conquista e Vitória e Jacuipense. Então, vamos aguardar o desenrolar das competições para fazer o encaixe dessas datas, e assim nós entregarmos o Baiano finalizado dentro das datas determinadas pela CBF.

CH: Apesar de todas as dificuldades, o futebol baiano tem representantes em todas as divisões do futebol nacional. Como o senhor analisa o bom momento vivido pelos clubes da capital e do interior?

RL: Exatamente. A Federação, graças a Deus, tem equipes disputando as séries A, B, C e D, além da Copa do Brasil e até o momento só o Atlético de Alagoinhas foi eliminado. A gente fica feliz, até porque o nível da Federação é medido pelo desempenho dos seus filiados. Isso faz com que a Federação possa ter uma classificação melhor dentro do ranking das federações nacionais e isso gera prestígio para todos nós. Não só da federação, mas de todo futebol baiano.

CH: O que a federação poderia fazer para ampliar o apoio aos filiados que disputam competições nacionais e até mesmo o estadual?

RL: Na verdade, eu não gosto de falar do apoio que a Federação Baiana para seus filiados, porque seria chover no molhado. Essa parte, cabe a eles reconhecer e os números falarão por si próprio. Creio que a federação faz um papel brilhante, principalmente diante dessa pandemia. Nós sempre estivemos juntos com nossos filiados desde a temporada do ano passado, para que ela pudesse ser concluída e iniciada a temporada de 2021. Então, eu prefiro que os filiados cheguem para vocês e digam o que de fato a federação faz. Eu diria que é um trabalho muito além do que é o seu papel, mas entendemos da importância para que o futebol possa ter a sua continuidade dentro do cenário de pandemia que estamos vivendo hoje.

CH: Parte da mídia esportiva cobra a ausência de prepostos da FBF em jogos dos clubes baianos em competições nacionais. A presença do presidente hoje no Adauto Moraes seria uma resposta a essas críticas?

RL: Eu faço questão de estar em todas as partidas que posso, não só na capital, como no interior e até em outros estados. O Campeonato Baiano está chegando a sua oitava rodada, e eu estive presente na maioria dos jogos tanto no interior quanto na capital. Se não me falha a memória, resta eu fazer duas visitas, uma ao clube Vitória da Conquista e outra ao Fluminense, embora tenha ido a Feira de Santana em duas ocasiões. Então me faço sempre presente sempre que possível, e quanto isso não é possível, procuro encaminhar um representante mais próximo que possa acompanhar os jogos e dar tranquilidade aos clubes, para que eles possam se preocupar apenas em jogar o futebol. Nesse caso, eu mando sempre o presidente da Comissão ou o vice-presidente que, por sinal, está hoje comigo, que é o senhor Vidal Cordeiro Lopes. Então, a gente faz esse processo para que possamos dar uma tranquilidade ao filiado. E estar aqui em Juazeiro, é sempre um prazer, gosto demais da cidade, gosto do deputado Roberto Carlos, que é um parceiro incondicional da federação, e que sempre que possível está nos ajudando, formando uma sólida parceria. E ele com muita cautela e muito cuidado, coloca seu mandato a disposição do futebol baiano.

CH: Na sua gestão existem planos para a expansão do futebol baiano no interior e na capital?

RL: Isso já vem acontecendo. Temos diversos pedidos de filiações de ligas do interior, e na capital estamos resgatando clubes tradicionais como Ypiranga, Botafogo e Camaçari. Recentemente foram filiados o Barcelona, Canaã e Unirb. Além disso, temos pedidos de filiação de outros clubes em processo de aprovação.

CH: Presidente, em nome do Agência CH, agradeço a entrevista e desejo um bom retorno.

RL: Eu que agradeço, Carlos Humberto, é um prazer estar falando com você. Você que é um desportista nato, sempre apoiando o futebol, presidiu o Juazeiro Social Clube, então sinta-se sempre abraçado, a federação é sua casa e estaremos sempre de portas abertas e não só a presidência, mas toda diretoria estará à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário. Deixo um grande abraço a todos juazeirenses, meus queridos amigos que aqui estão, e dizer que vamos nos cuidar, porque o momento ainda é muito delicado, mas precisamos estarmos todos unidos e com muita fé em Deus, para que possamos superar todas essas dificuldades que foi nos imposta.