Marcelinho reconhece a importância do Juazeiro em sua vida profissional

Por Tony Martins

Marcelo Roberto da Silva, o ex-jogador de futebol Marcelinho, em entrevista à AGÊNCIA CH fala da importância do Juazeiro Social Clube na sua vida profissional e lamenta o momento atual da agremiação que está na segunda divisão do Campeonato Baiano, mas que não tem participado das competições nos últimos anos.

Marcelinho, que completará 43 anos em dezembro deste ano, começou no futebol amador local, jogando por equipes como juvenil do Carranca, Barro Vermelho e Náutico de Petrolina, entre outras, começou profissionalmente no Juazeiro Social Clube no ano de 1995. Depois de brilhar no time sanfranciscano se transferiu para o Esporte Clube Bahia. Depois foi atuar no futebol de Santa Catarina, onde defendeu as equipes do Blumenau, Concórdia e Brusque, além de passagens pelo Caxias-RS, CRAC de Goiás, Juazeirense, Náutico-PE, Sergipe, Vila Nova-MG, ABC e pelo Alecrim do Rio Grande do Norte.

Quando atuou no Juazeiro Social Clube, Marcelinho sempre teve um grande desempenho, jogando de meia ou de segundo volante. Dono de um toque refinado, além de ser um bom marcador, participava ofensivamente do jogo, tenho, inclusive, assinalado alguns gols e servindo aos seus companheiros que finalizavam para a meta adversária, cujas características possibilitaram sua contratação pelo Bahia no ano de 1999.

Veja os principais textos da entrevista com Marcelinho:

Tony Martins – Você chegou à equipe profissional do Juazeiro Social Clube em 1995, quando tinha apenas 17 anos, o que significa essa agremiação em sua vida de jogador de futebol?

Marcelinho – O Juazeiro Social Clube é o útero que me gerou e me pôs no mundo do futebol profissional, sou eternamente grato por isso.

TM– Em 1996, o Juazeiro foi campeão da segunda divisão do Campeonato Baiano e subiu para a primeira divisão, depois seguiu com grande destaque no cenário do futebol baiano. Como foi viver aqueles momentos?

M– Aqueles momentos foram cheios de emoção, muita alegria e bastante reconhecimento por parte de todos: torcida, imprensa, diretoria, então, a partir dali, me fez querer viver aquilo em todos os campeonatos.

TM– Nos primeiros anos em que enfrentou a dupla BA-VI, o Juazeiro Social Clube sempre fez boas partidas, como foi possível um time pequeno do interior, muitas vezes, encarar duas grandes equipes do futebol brasileiro, conquistando bons resultados?

M– Não lembro ao certo quantas partidas realizamos contra eles, mas todas foram muito importantes, porque era como se a gente tivesse chegado a uma decisão, a gente dava tudo, o nosso tudo era de verdade e sempre fizemos belas partidas contra eles, ao ponto da dupla BA-VI saber que ao nos enfrentar tinha jogo duro e difícil. Anos depois, alguns colegas que atuavam nessas equipes me revelaram a dificuldade que eles tinham todas as vezes que enfrentava o Juazeiro.

TM– O Juazeiro Social Clube, que em seu tempo lotava as arquibancadas do Estádio Adauto Morais, realizando memoráveis partidas, está em inatividade. O que fazer para voltar a ter vida no cenário do futebol baiano?

M– O caminho é ter alguém ou algumas pessoas que tenham um projeto a médio e longo prazo, de estruturação profissional da equipe, pois, o futebol do Juazeiro precisa ter profissionalismo.

FOTOS DA CARREIRA DE MARCELINHO