É bom o professor?

É assim que os atletas tratam os treinadores em suas equipes. Tudo bem professor? Professor, podemos jogar mais pelo lado esquerdo? E por aí vai o relacionamento dos jogadores com o técnico, nas equipes as quais está dirigindo no momento, e que na maioria das vezes paga todos os pecados, e se torna o bode expiatório em momentos ruins.

Quando é que um professor é bom? Para a maioria dos torcedores, e da imprensa em algumas situações, quando o time está em alta, vencendo seus adversários, e apresentando um futebol vistoso, e que agrade ao espectador dos estádios e das TVs. Mas nem sempre isso é possível, porque depende muito do material humano que lhes é entregue pelos dirigentes, e quando este atende o mínimo exigido, a expertise do bom professor aparece, e em alto estilo.

São vários os exemplos, dentre eles, a passagem de Roger Machado no Palmeiras, que com tudo que tinha, acabou não tendo como encaixar o seu trabalho, mas deixou o alicerce, para Felipão ser campeão. Chegou no Bahia, onde pegou um time letárgico, e sem mudar peças, recuperou jogadores operários, que voltaram a produzir, e agradarem ao torcedor, além de aumentarem seus custos benefícios para a agremiação. O Sampaoli, no Santos, um time sem estrelas, também com operários, mas que tem mostrado um futebol alegre, em busca de triunfos, verdade que tomou umas goleadas, mas foi sem dúvida ao lado do RB Brasil, o melhor do certame paulista, só não levantou o título, porque no futebol, nem sempre o melhor vence, às vezes tropeça diante de um pequeno.

Então a avaliação do treinador, fica sempre à mercê, dos bons resultados, e da sequência de bons jogos, é mas também não podemos deixar de lado, a fase de Professor Pardal, que alguns empregam em suas escalações, que até o pipoqueiro ambulante do estádio contesta, é zagueiro de atacante, ala de meia, dois alas em uma só escalação, deixa o expertise no banco, e inventa um improviso na posição, por estas e outras, a queda fica eminente.

Time ruim, mediano, ou mesmo bom, está mal das pernas, a cultura futebolística nacional, tem o dedo indicador em riste, sempre em direção ao PROFESSOR, e lá vai o moço pro olho da rua. E os que lhe deram um elenco mambembe, sempre saem de bons moços, e quase nunca são cobrados, e sabem porquê? Se a bola começar a entrar, os dirigentes são esquecidos, e segue o jogo. Se preparem, o brasileiro de todas as divisões, estão aí, vejam ao final de cada série, quantos PROFESSORES, ficaram sem suas salas de aula.

Enquanto eu escrevia esse texto, os dirigentes do América Mineiro demitiam o técnico Givanildo Oliveira, após duas derrotas seguidas.

#PRONTOFALEI.