Falôôô... A opinião de Jota Jota
Jota Jota

Muito embora queiramos confiar, acreditar, ver fluir o futebol na Bahia de Todos os Santos e em todo o estado, a cada temporada esportiva vamos deixando muito a desejar, sem ter uma perspectiva de que alcancemos resultados de relevância, dentro do chamado futebol bretão. Neste último final de semana, fomos detonados em todas as séries do certame brasileiro, sem dó e muito menos piedade (que não é a praça do choro).

Comecemos pelos pequenos, para que cheguemos posteriormente aos grandes de Salvador, que no papel e na fama ainda são considerados, mesmo com campanhas pífias a alguns anos. Na série “D”, os três clubes do interior não passaram da segunda fase, caíram por terra o Bahia de Feira, Atlético de Alagoinhas, e por último o Vitoria da Conquista, que sofreu goleada em Salgueiro, 4 a 0, todos terão que refazer o caminho de volta, para jogarem a competição em 2021.

O Jacuipense, que pela vez primeira chegou à série C, andou no pelotão de frente, se sustentou, mas faltou pernas e futebol para seguir em frente. Mas, dos males o menor, não caiu para a série C, e ano que vem voltará à competição, agora com um pouco mais de cancha.

Aí chegamos na série “B”, onde o Vitoria desde o início, vem deixando a desejar dentro de campo. De nada adiantou a troca de treinadores, se a matéria prima não correspondeu, não corresponde, e muito menos corresponderá na reta final da competição. Em situação normal, o resultado diante do Cruzeiro seria normal, é partida que se faz prognóstico para os três possíveis resultados. Isso se a situação na tábua de classificação, não fosse CAÓTICA, com ameaça de adentrar o Z-4, a zona do rebaixamento. Gude preso, como diria o saudoso EDMUNDO DE CARVALHO O (PAPÁ), um a zero para o Cruzeiro, péssimo resultado.

Na série “A”, e na Sul-americana, encontramos o Bahia, com dois resultados que fizeram doer o coração do torcedor, que momentos antes da goleada aplicada pelo Palmeiras, 3 a 0, reelegeu Guilherme Bellintani, para mais um ciclo administrativo, e foi de goleada, mas nas urnas. Em campo, o time por ele montado, e que tem jogadores com prazo de validade vencido, estão comparados à mulher de malandro, a da música, “mulher de malandro rapaz, apanha num dia, no outro quer mais”.

No meio de semana, perdeu em casa para o Defensor Y Justicia da Argentina por 3 a 2, o que dificultou e muito, o jogo de volta na casa dos portenhos. Valha-me DEUS.

Será que é isso mesmo, que os torcedores e admiradores do futebol baiano merecem? Chegamos ao limite do SUPER AMADORISMO administrativo em campo, porque fora dele ainda se acha alguma coisa, caso específico do Bahia. Nos demais, algumas administrações enterraram os clubes, deixando o reparo da fênix, para quem puder fazê-lo. Um futebol cheio de aprendizes, e de aproveitadores, que se dizem expertises, mas que afundaram todos os barcos, por onde remou, vide em um só ano, Fluminense de Feira e o caçula Barcelona.

Chega…

É preciso que os sócios torcedores dos clubes, e aqueles que apenas possuem torcidas, se organizem para dar uma GUINADA de 360º no administrativo dos seus clubes, cobrando ações sem violência, sugerindo melhorias, se associando, e fazendo parte ativa do time do seu coração. Torcedor de TV, barzinho no Imbuí, e os sofanáticos, em nada contribuem, tirem o FORÉVIS das cadeiras, e coloquem as mãos na massa, o seu clube…

DEPENDE DE VOCÊ.

#PRONTOFALEI.

(O texto é de responsabilidade do autor e não corresponde, necessariamente, a opinião do Agência CH).