DA REDAÇÃO - por CARLOS HUMBERTO

Há 27 anos o mundo esportivo perdeu um dos maiores corredores da fórmula 1, o brasileiro Ayrton Senna. Naquela manhã de domingo, 1º de maio, um acidente fatal abreviou a brilhante carreira do piloto tricampeão da categoria em 1988, 1990 e 1991.

Distante dali, em Buenos Aires, assim como milhares de fãs, o pentacampeão Juan Manuel Fangio, amigo e admirador confesso, assistia pela TV, em casa de amigos, o acidente e deixou escapar: “É fatal”, conforme relata reportagem especial publicada no portal UOL neste domingo, 1º de maio de 2021. Seria a última vez que Fangio assistiria uma corrida de Fórmula 1. A tragédia abalou a sua saúde e, um ano depois, em 17 de julho de 1995, faleceu aos 84 anos.

Reviva narrativas publicadas pela mídia nacional e internacional sobre o fatídico acontecimento, que o portal Agência CH repercutiu em homenagem ao ídolo brasileiro e mundial.

“Na sétima volta, após uma paralisação, a corrida foi reiniciada e Senna, rapidamente, fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph). Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sidney Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

A imagem de Ayrton apoiado na sua Williams, flagrado pelas tevês, com o olhar distante e perdido, pouco antes do início do GP, ficaria marcada para sempre entre seus fãs.

No Brasil, ficou muito difundida uma frase dita pelo jornalista Roberto Cabrini ao Plantão da Globo, boletim de notícias extraordinário da Rede Globo. Logo após a confirmação da morte de Ayrton, pelo hospital, Cabrini noticiou dizendo, por telefone:

“Morreu Ayrton Senna da Silva… Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar.”