Jacuipense tropeça em casa na estreia na Série C

Por Jota Jota
Jota Jota

Jogando em casa contra o Clube do Remo, o Jacuipense teve o dissabor de sua primeira derrota, e de virada, na série “C” do certame brasileiro, onde chegou com galhardia, depois de estar entre os quatro da “D” em 2019. O time de Riachão do Jacuípe até que iniciou bem a partida, mandando no jogo e fazendo seu gol logo aos 9 minutos do primeiro tempo.

Acreditem, e foi só nos primeiros 45 minutos, porque após sair na frente, o time do Sisal caiu vertiginosamente de produção, fazendo com que o Remo, até então acuado, subisse de rendimento revertendo o domínio territorial do jogo, mas o placar ficou mesmo um a zero no primeiro tempo. No retorno dos vestiários, foi que o bicho pegou de vez.

A síndrome de segundo tempo também pegou o Jacuipense, o time estava irreconhecível, tomou o gol de empate, recuou ainda mais, e permitiu que o adversário fosse senhor da situação. Com algumas modificações feitas, o time subiu um pouco mais de produção saindo da morosidade, aproveitando o fator campo. Com isso, chegou à cobrança de uma penalidade máxima, depois que o zagueiro paraense, enfiou a mão na bola.

Aí que vem o desespero, o time de Riachão, desperdiçou o que seria seu segundo gol, tudo isso, depois dos 38 minutos da etapa final, jogada que acendeu o fogo brando do Remo, que em uma estocada, virou o placar, frustrando os torcedores locais, que viam o jogo pela GANZ. Um verdadeiro balde de água estupidamente gelada, no começo de uma competição que será de imensa dificuldade.

Acho que continuo certo em meus pensamentos, os times da Bahia, me causam tremenda preocupação, em todas as séries, indistintamente, pois os elencos são fracos, além de não possuírem peças de reposição à altura de quem vem jogando, e que já não é uma cereja em cima de qualquer que seja o bolo. Os da capital, ainda podem se reforçar, com suas prerrogativas de serem grandes, mas e os pequenos? Que não possuem qualquer tipo de apoio, e vão para as competições com a cara e com a coragem, mesmo sendo o Jacuipense, um clube empresa.

É preciso melhorar o administrativo dos clubes, na parte esportiva, as montagens dos elencos, vem deixando muito a desejar, e haámuito tempo, pois alguns resultados positivos, e que são mínimos, maquiam os grandes defeitos existentes, com remendos paliativos, e que mais à frente, se tornam problemas perigosos, com a necessidade de uma recuperação tardia, e muita das vezes, ineficazes.

Não era esses os começos que os torcedores queriam, tanto para o Vitoria, que jogou muito mal, mas venceu em casa o Sampaio Correa por um a zero, e na bacia de todas as almas, e a derrota em casa do Jacuipense, depois de estar à frente do marcador. Mas vida que segue, e os caminhões nesta estrada, estão precisando de um FREIO DE ARRUMAÇÃO, aquele em que o motorista por pura experiência, ajeita a carga em pequena e suave frenagem,

#PRONTOFALEI.