Da Redação
Sasha em ação pelo Santos (Foto: Ivan Storti/SantosFC/Divulgação)

Após o goleiro Everson reclamar na Justiça a rescisão de contrato com Santos, o atacante Sasha acionou o time da Vila Belmiro. Na ação, o atleta alega não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço) desde novembro de 2019, não recebimento dos direitos de imagem desde o início de 2020 e o corte salarial de 70% no salário pago na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) nos últimos três meses. O processo corre em segredo de Justiça.

A diretoria santista se diz surpreendida pela iniciativa dos jogadores que, segundo os cartolas, haviam concordado com o corte salarial negociado por conta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Nos bastidores santistas, a preocupação maior é que, às vésperas do início do Campeonato Brasileiro e com jogo programado pelo Paulistão, os processos do goleiro Everson e do atacante Sasha provoquem um efeito manada estimulando outros jogadores a seguir o mesmo caminho.

O atleta divulgou comunicado justificando a ação na Justiça.

Veja o comunicado

“O atleta Sasha (Eduardo Colcenti Antunes) entrou na Justiça do Trabalho para romper seu vínculo contratual com o Santos Futebol Clube por falta de pagamento dos salários, falta de recolhimento do FGTS e requerendo o pagamento das verbas rescisórias e compensatórias devidas.

“Eu sou pai de família, tenho minhas responsabilidades e obrigações e fomos comunicados que teríamos um desconto de 30% em nossos salários, por conta da pandemia, nós jogadores estávamos dispostos a aceitar, porque sabíamos da situação que o mundo estava vivendo, porém faltando 2 dias para o pagamento fomos comunicados que teria um corte de 70% nos salários, não houve nenhuma explicação. Não há o recolhimento do FGTS faz algum tempo e já tínhamos 3 meses de imagem atrasados, antes mesmo da pandemia, ninguém da diretoria nos dá nenhuma satisfação”, destacou o jogador.

“Tenho o maior respeito pelo Santos, aos torcedores, tenho um ótimo ambiente com meus companheiros e todos os funcionários do clube, mas não há como permanecer por total falta de respeito e comprometimento com os profissionais”, completou o atleta.

O processo está na Justiça do Trabalho da cidade de Santos.”