John Textor, dono do Botafogo, entrega documentos sobre manipulação de resultados à Polícia Civil

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John Textor presidente da SAF Botafogo - Foto Vitor Silva-Botafogo

John Textor, dono do Botafogo, entrega documentos sobre manipulação de resultados à Polícia Civil

Empresário diz que relatórios provam que houve manipulação nas últimas duas edições do Brasileirão

Crédito: GE

O norte-americano foi intimado a depor, como informou a Polícia Civil, na quarta-feira da semana passada, dia da estreia do Botafogo na fase de grupos da Conmebol Libertadores. Em pouco mais de três horas na Cidade da Polícia, o empresário citou nomes de árbitros e outras pessoas que acredita estarem envolvidas nos supostos casos de manipulação, apresentou jogos, mas pediu tempo para entregar os documentos.

– Eu fui à delegacia, comecei o processo, entreguei provas, dei meu depoimento. Eu tenho muito mais provas do que um relatório da Good Game!. (…) É um dia maravilhoso. Falei com investigadores independentes e razoáveis que não pareceram estar torcendo por clube nenhum. É muita informação, são meses de coleta de dados. É muito o início de um processo muito saudável – afirmou Textor ao ge no dia. Textor apresentou as evidências quando esteve pessoalmente com a Polícia, na última semana, mas ficou combinado entre as partes que o norte-americano enviaria os documentos para os responsáveis para facilitar nas investigações, já que são mais de 100 páginas de relatórios, áudios e análises de comportamentos de jogadores.

As evidências, segundo Textor, são relatórios de jogos possivelmente manipulados produzidos pela Good Game!, empresa especializada em checar e fazer análises de arbitragem com inteligência artificial (no ano passado, o ge divulgou o relatório produzido por Textor), apresentação de nomes e divulgação de áudios.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia do Consumidor (DECON), e o Ministério Público investigam o caso. Todas as investigações seguem sob sigilo.