Futebol, é bom irem se articulando

Por Jota Jota
Jota Jota

Acho que todos os seguimentos esportivos que foram suspensos devido ao novo coronavírus, e que estão com suas atividades futuras indefinidas, pensam da mesma forma: deixar que tudo retome a normalidade, para que se possa definir o que fazer. E no futebol não está sendo diferente. Mesmo que por vídeo conferência, os dirigentes estão se reunindo. Buscam um caminho viável para o setor financeiro dos clubes e a manutenção de seus elencos, que vão jogar as competições nacionais.

Os certames estaduais correm o risco de serem anulados, se não der certo o ajuste de datas, encaixando todas as competições, pois voltarão as internacionais e os certames das séries A, B, C e D, Copa do Brasil, sem contar a Copa do Nordeste, que falta apenas uma rodada para as quartas de final.

A FIFA também olha com cuidado toda a situação, e pensa na redução de salário dos atletas. No Brasil, esta proposta foi rejeitada pelos jogadores, embora o diálogo continue.

Mas fico pensando no meu futebol tupiniquim, e mais ainda nos times do interior, aqueles da série A, que no segundo semestre, deverão colocar as camisas no BAÚ, e os da série B, que nem arbitral tiveram, o início da competição também está suspensa e sem uma definição. Caso se anule os campeonatos regionais, como ficará o acesso e o descenso dos clubes? Tudo a ser discutido. E porque não começar a alinhavar as hipóteses agora, não deixando para a última hora.

Para os clubes da série B do baiano, datas é que não vão faltar para que a competição possa acontecer, e tudo deverá ser resolvido em reunião do Conselho Arbitral a ser marcado –  fala-se para o mês de agosto –, já que a previsão do extermínio do vírus é bem por aí. E, caso não seja, prorroga-se o início.

A certeza que o colunista tem, é de que os clubes empresas e os sociais, que fizeram suas inscrições, tem pelos investimentos feitos – e olhe quem sem contratações ainda –, de pensar na primeira divisão em 2021, todos investem com este objetivo. Outra preocupação, é de que os clubes que sobrarem da A, queiram estar na competição, dando o chamado jeitinho brasileiro, e aí é que os clubes da B, terão que definir a parada, não deixando apenas para a FBF, que jeitinho é com ela mesmo, haja vista, a não realização da Copa Governador do Estado em 2019, que beneficiou o Conquista, todos vimos.

A falta de diálogo e união dos clubes menores, é que permitem manobras, não condizentes ao bom futebol, pois vejam que a RDI de 2015, até agora não foi cumprida, e muito menos esclarecido, o porquê. Os presidentes das seis equipes inscritas, precisam estar alinhados, com o mesmo objetivo e desejos, pois só o corporativismo, vai fortalecê-los, e garantir direitos adquiridos.

Em caso de suspensão do estadual, a FBF tem uma saída honrosa: não cai ninguém, realiza-se a série B, subindo dois clubes, jogando 2021, com 12 agremiações, e a partir de então, sobem dois e caem dois, conforme se faz nos campeonatos de todo o Brasil. É só fazer a RDI Federação, e tudo estará resolvido. É muito cruel, se fazer um time, jogar 60 dias, e apenas um clube ter o direito de estar na elite do futebol da Bahia, passou da hora de ser revista a forma de disputa.

Se Preparem com antecedência, que pela FÉ divina, este maldito vírus, vai ser dissipado bem antes, do que possamos imaginar.

#PRONTOFALEI.