Por Jota Jota
Jota Jota

Senhores, em todo começo de temporada passamos pelos mesmos problemas, com relação à montagem dos elencos dos times baianos, para enfrentarem a maratona do brasileiro, seja ela em série for, pois o campeonato baiano, por mais que tenhamos vontade com o mesmo, jamais servirá de parâmetro para uma avaliação segura dos nossos times, principalmente os dois da capital, que acabam vencendo com os pés nas costas, salvo tropeço de percurso.

Sei que serei contestado até veementemente por aqueles torcedores mais ferrenhos, ou que sejam fanáticos. Com relação ao Esporte Clube Bahia, que chegou às finais da Copa do Nordeste e caminha a passos largos para garantir vaga na decisão do Estadual, podemos notar abertamente que o tricolor precisa de reforços urgentes, tendo em vista a fragilidade do time, em quase todos os jogos disputados pelo time titular e o alternativo, não respondeu positivamente ao chamado do treinador, teve dificuldades com os interioranos, chegando a perder em casa.

Pelo lado do Vitoria, a ladeira abaixo parece interminável e a cada dia percebemos que o caminhão parece continuar sem freio. Desclassificado dos campeonatos em disputa, com treinador pule de apostas do gestor em exercício, e um elenco inchado para a situação do clube, que passa por problemas graves em seus cofres. Mesmo assim, ter-se-á que ajustar o time, caso queira galgar a série A em 2021, cujo objetivo não será alcançado com falácias, impropérios, gentilezas, e outras maneiras de agir, e sim administrativamente falando. Não sei como, mas a casa precisa ser arrumada imediatamente, o campeonato já chegou à porta, e cuidado para não ser eliminado de novo pelo Ceará na Copa do Brasil agora.

Os do interior que vão para a série C e D, apenas o Atlético de Alagoinhas, que chegou às finais com mérito, montando um elenco pequeno para D, vai precisar de reforços pontuais, porque o campeonato exige substituições pelos acontecimentos ao longo do caminho. A Jacuipense que chegou à série C com todos os méritos, caiu vertiginosamente de produção, assim como o Bahia de Feira, que na retomada da bola rolando, está tendo problemas e precisa rever o planejamento e o elenco. Sobre o Conquista, nem é bom falar nada, o time não disse para o que veio em 2020, com ou sem Pandemia.

Os grandes da capital, de uma forma ou de outra, ao longo do caminho vão como de costume, dar os seus pulos para que evitem o pior. Possuem cartas nas mangas, mesmo que sejam blefes, mas acabam se arrumando. E os pequenos, que nunca tiveram ajuda da FBF, e continuarão a tendo como MADRASTA, em torneios importantes, a ajuda que se prometida, nunca acontece. Deferentemente de outras Federações, que recebem sim dinheiro, mas que dão um empurrãozinho em seus filiados de menor poder aquisitivo.

Viram o porquê da mesma preocupação, em todos os anos, e desta feita ainda maior, devido a esta paralização por mais de 140 dias, onde nada se pode fazer?

#PRONTOFALEI.