Por Tony Martins - fotos: Carlos Humberto

Nunca vi uma mudança tão radical (para melhor) como a ocorrida com a Sociedade Desportiva Juazeirense na tarde desta quarta-feira (07/04), no estádio Adauto Morais, pois, com 17 minutos de jogo perdia por três a zero para o Volta Redonda, em partida válida pela segunda fase da Copa do Brasil. Reagiu no segundo tempo, levou a decisão para os pênaltis e venceu por 4 a 2.

AS MUDANÇAS 

O Volta Redonda encontrou muitas facilidades para fazer seus três primeiros gols, por isso, ainda no primeiro tempo, Givanildo Sales tirou o zagueiro Dedé e botou Wendel, tirou Patrick, colocando o estreante Kanu em seu lugar. Depois disso o Volta Redonda até que criou mais duas chances com Alef Manga e João Carlos, sem sucesso. As duas mudanças efetuadas pelo treinador da Juazeirense foram sintomáticas: melhorou o sistema defensivo e melhorou a criação do time com a efetividade de Kanu, desarmando a marcação adversária. Porém, o primeiro tempo terminou em três a zero para o Volta Redonda.

OUTRO TIME NO SEGUNDO TEMPO

Fazendo analogia ao ditado popular o time da Juazeirense “mudou da água para o vinho” (embora eu entenda ter a água um valor imensurável). Numa jogada bem-feita com toques perfeitos, tendo uma conclusão certeira do lateral Daniel, a Juazeirense fez seu primeiro gol aos 10 minutos do segundo tempo. Daí em diante o jogo teve, por um lado, a inércia do time carioca, que passou a jogar apenas nos contra-ataques, por outro, a determinação da Juazeirense que passou a ganhar a maioria das jogadas, tanto na defesa como no setor ofensivo. Atônito, o Volta Redonda assistiu a Juazeirense diminuir com Wendel e empatar com Kanu, ambos de cabeça.

PENALTIS E EMOÇÃO

Com o resultado de 3 X 3, o árbitro de Rondônia, Jonatan Antero terminou o jogo aos 55 minutos, levando a decisão da vaga para os pênaltis.

CALAÇA PEGA, KESLEY FAZ

O goleiro Rodrigo Calaça, quando o jogo estava três a dois para o Volta Redonda, fez uma defesa importantíssima, evitando o quarto gol do adversário, que inibiria a reação do Cancão, o lance manteve a chama acesa, esperando a estrela de Kanu brilhar para empatar de cabeça aos 52 minutos.  Nas cobranças dos pênaltis Clebson perdeu o primeiro da Juazeirense, mas, Calaça pegou duas cobranças do adversário, cabendo a Kesley converter o último pênalti e se tornar herói da classificação. Esse capítulo merece ser escrito em letras garrafais, principalmente, em função de uma reação comum apenas aos grandes, como foi a Juazeirense neste 7 de abril de 2021, no lendário Estádio Adauto Moraes.