Da Redação - Por Carlos Humberto

Sérgio Moro não é mais ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira 24, o agora ex-ministro anunciou a sua saída do cargo.

Ministro Sérgio Moro (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Para justificar seu pedido de dispensa do cargo, Moro elencou uma série de acontecimentos, inclusive a quebra de compromisso do presidente que, ao lhe convidar para o cargo, prometeu carta branca e autonomia para o trabalho à frente da pasta e da Polícia Federal. Em suas palavras aconteceu uma “Violação de uma promessa”.

A gota d’água foi a demissão do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União na madrugada. A portaria diz que a exoneração foi feita a pedido, o que Valeixo nega e Moro corrobora.

Na saída, Sérgio Moro tornou pública posições não republicadas do presidente Jair Bolsonaro que, mesmo alertado, deixou claro que pretende ter na polícia pessoas próximas que lhe passem relatórios de inteligência. Outro problema que tira o sono do presidente são os inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal.

O ex-ministro também revelou que, desde meados de 2019 o presidente sinalizava claramente a intensão de ter mais ingerência sobre a Polícia Federal, diferente da política adotada dentro da corporação.

Um dos ministros mais bem avaliado pela opinião pública, Moro segue o caminho de Luiz Henrique Mandetta, outro campeão de popularidade, demitido do Ministério da Saúde dias atrás.

Sérgio Moro largou a carreira de 22 anos como juiz federal, e se notabilizou no comando da Operação Lava Jato, um marco no combate à corrupção, para se tornar ministro do governo Bolsonaro, a pedido do presidente.