Por Tony Martins 

Morreu neste domingo (19/07), vítima do coronavírus, Jaime de Brito, que atuou no futebol de Juazeiro nas décadas de 1960/70. Ele ficou conhecido no mundo futebolístico como Jaime Cobrinha, tendo atuado em equipes como Juazeiro, XV de Novembro (nos tempos de Tremendão) e Juventus. Com uma técnica refinada atuava como meio campista, mostrando sempre um futebol vistoso nas equipes onde jogou.

No Juazeiro, ele fez parte de uma equipe dirigida por Manoel Valentim ao lado de Carlos da Santana, Gutinho, Mário Moraes, Jair Cara de Pinha, Luis de Honorato, Dão (ponta esquerda) e Ditão. Já no Tremendão de 1968, dirigido pelo Presidente Nelson Costa, Jaime Cobrinha estava presente no melhor elenco já montado pelo XV de Novembro com jogadores como Jaime Pirrucha, Toinho, Zé Odorico Mário Moraes, Dozinho e Garrinchinha, entre tantos. Embora não tenha conquistado nenhum título, essa equipe ficou marcada positivamente na história do futebol Juazeirense.

Em 1971, no último campeonato Juazeirense disputado em campo não gramado, Jaime Cobrinha participou do time do Juventus que eliminou Veneza e Olaria da disputa do terceiro turno, vencendo essas duas equipes por 3 x 2 e decidindo com o Botafogo da Polícia Militar, que acabou sendo campeão municipal naquele ano. O treinador do Juventus foi Arnoldo Bispo, sendo que o time foi formado com Miltinho, Edinho, Hélio, Ditão e Japi. Zé de Milu, João Luis e Jaime Cobrinha. Valmir Bala Doida, Paulinho Catumbi e Miltão.

Jaime Cobrinha era pai do ex-jogador Jorginho Ganso (in memorian), do radialista André Calixto, do jornalista Jean Brito e do fisioterapeuta Luciano.