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Em julho de 2019, a Fifa anunciou a expansão da Copa do Mundo Feminina. Com o sucesso do torneio realizado na França, a entidade resolveu aumentar o número de seleções participantes, indo de 24 equipes para 32. Nesta quinta-feira, a entidade anunciou como serão divididas as vagas para o Mundial de 2023, sediado por Austrália e Nova Zelândia. A Uefa (Europa) receberá três novas vagas, enquanto haverá um representante a mais para CAF (África), AFC (Ásia), Conmebol (América do Sul) e Concacaf (América do Norte e Central). Além disso, serão mais dois lugares através da repescagem, com direito a um torneio preparatório na Austrália e na Nova Zelândia.

A Fifa determinou 29 vagas fixas a cada Copa do Mundo Feminina. Serão: 11 seleções da Uefa, seis da AFC, quatro da CAF, quatro da Concacaf, três da Conmebol e uma da OFC (Oceania). Os países-sede ficarão com essas vagas fixas, tirando a classificação direta da OFC (por causa da Nova Zelândia) e deixando apenas cinco lugares nas eliminatórias da AFC (por causa da Austrália). O sistema é diferente em relação a 2019, quando a presença do país-sede não interferia no número de vagas à sua confederação.

As três vagas restantes serão disputadas em uma repescagem mundial. Essa repescagem também terá vagas fixas, com duas seleções da AFC, duas da CAF, duas da Concacaf, duas da Conmebol, uma da OFC e uma da Uefa. As dez equipes serão divididas em três chaves. Em duas dessas chaves, de três participantes cada, dois times se pegam na semifinal preliminar, antes do vencedor definir a vaga contra o melhor ranqueado. Na outra, acontecerão semifinais e final entre quatro países, para decidir um único classificado. Em 2019, a repescagem era mais simples e reuniu o terceiro colocado da Conmebol contra o quarto da Concacaf – com o Chile garantindo sua vaga no Mundial.

Essa repescagem mundial será usada como um evento-teste na Austrália e na Nova Zelândia, como um torneio preparatório à Copa. Os dois países-sede receberão todas as dez seleções e participarão da competição como convidados, disputando amistosos contra as equipes que ganharem folga nas duas chaves de três times. Não surpreenderá se o modelo também for adotado pela Fifa visando a Copa do Mundo Masculina, especialmente com o aumento do número de seleções.

Crédito: Trivela