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Uma mulher registrou Boletim de Ocorrência em São Paulo, nesta sexta-feira, acusando Neymar de estupro. O crime, segundo ela, teria ocorrido num hotel em Paris, no dia 15 de maio, às 20h20. A identidade da vítima é preservada no B.O.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou a denúncia à reportagem, em nota curta: “Houve uma denúncia registrada pela vítima na 6ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O inquérito policial segue em sigilo. São Paulo, 01 de junho de 2019”.

O pai do jogador, Neymar da Silva Santos, falou ao programa “Brasil Urgente”, da Band. Em conversa com o apresentador José Luiz Datena, ele negou a acusação, disse que o atleta foi alvo de extorsão e que a alegada vítima forjou provas.

Segundo ele, Neymar teve relações sexuais com a mulher que o acusa de estupro, mas consentidas. De acordo com Neymar pai, quando o jogador não quis mais ter relacionamento com a mulher, um advogado procurou o atleta e seus representantes, prometendo procurar a polícia e a imprensa com a acusação de estupro. Só não o faria se Neymar pagasse determinada quantia em dinheiro.

“São momentos difíceis. Se a opinião pública não estiver bem esclarecida. Se a gente não conseguir mostrar a verdade rapidamente, vira uma bola de neve. Se a gente tiver que expor o WhatsApp do Neymar e as conversas com essa moça, nós vamos expor, porque está claro que foi uma armadilha”, declarou Neymar pai.

BO foi registrado em São Paulo

Neymar pai diz que tem provas, que vão de fotos do encontro com um advogado do Instituto Neymar e duas testemunhas à troca de mensagens de Whatsapp entre o jogador e a mulher.

Ele diz que não foram ainda notificados pela Delegacia da Mulher, mas já estão prontos para apresentar a defesa. “A gente já estava esperando por isso. Quando recebemos a extorsão, a gente ficou esperando – disse Neymar pai, que não gravou as conversas que diz ter havido com o advogado da mulher que acusa o filho de estupro”, afirmou o pai.

“Não (gravamos). Tiramos fotos, temos imagens deles marcando pelo Whatsapp encontro comigo. Pedi que se direcionassem a um imóvel nosso em São Paulo. Coloquei três testemunhas. Não sabíamos os motivos (do encontro), o que teriam de provas disso. Os nossos advogados falaram que não tinha acordo nenhum. Extorsão a gente não aceita”, destacou.

Ele contou ter falado com o filho antes de as notícias começarem a aparecer na imprensa: “Falei com ele para tranquilizá-lo. Que a gente já tinha um caminho a ser feito. Que vai ser a Justiça. Que a Justiça possa enxergar isso da melhor maneira possível”.