Por Carlos Humberto
Reprodução TV Globo (Foto Estevam Avelar)

Para comemorar os 80 anos, completados hoje, Roberto Carlos havia programado um show especial em sua terra natal, Cachoeira de Itapemirim, onde nasceu em 19 de abril de 1941. Infelizmente, por conta da pandemia, o projeto foi cancelado, segundo ele, por uma boa causa.

Assim como esse, outros eventos foram adiados, apresentações e turnês suspensas, e o cantor se manteve recluso em sua casa, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, cioso da necessidade de se evitar o contato físico para se proteger e preservar os milhões de amigos, como ele chama seus fãs.

Dias atrás, tomou a primeira dose da vacina e no decorrer do dia, através de sua assessoria, emitiu nota pedindo aos fãs que não fossem à sua casa, onde ele aparece sempre na sacada para cumprimentar e receber os parabéns em todos os anos.

No entanto, mesmo sem sair do retiro forçado, o cantor foi reverenciado no Brasil e nos países da América Latina durante todo dia, com destaque em todas as mídias, onde as homenagens se multiplicaram. Além de seus irmãozinhos Erasmo Carlos e Wanderleia, ídolos da música o homenagearam cantando as músicas do Rei preferidas.

Filme e músicas novas

O cantor não lança um álbum inédito desde 2005. Desde então, apenas três EPs chegaram ao mercado. Em 2012, voltou a liderar as paradas de sucesso com a música “Esse Cara Sou Eu”, que vendeu mais de 2 milhões de cópias. Em 2016, gravou para o mercado latino o EP “Chegaste”, com a atriz e cantora Jennifer Lopez, e em 2017 a música “Sereia”, embalou a trilha sonora da novela da Rede Globo de Televisão.

Em entrevistas ao longo do dia, Roberto Carlos fez duas revelações que bombaram nas redes sociais: está compondo com o parceiro e amigo de fé Erasmo Carlos, “por telefone, mensagens e conversas virtuais”, e em 2022 produzirá o filme que promete “contar sua história desde o início”. O diretor será Breno Silveira, o mesmo de “Dois Filhos de Francisco”, “Gonzaga, de Pai pra Filho”, “À Beira do Caminho”, entre outros.

Influência da Bossa Nova

Roberto Carlos não nega que sofreu grande influência do juazeirense João Gilberto, o criador da Bossa Nova, e no início dos anos 60, quando dava os primeiros passos na carreira, tentava imita-lo nos shows que fazia na Boate Plaza, no Rio de Janeiro. Conta o escritor Paulo Cesar de Araújo, autor do banido livro ‘Roberto Carlos em Detalhas’, que diversas vezes João se misturou com o público para ver o jovem cantor interpretar suas músicas. Em 1978, o maestro Tom Jobim foi atração no especial do cantor na Rede Globo.

Campeão de vendagem de discos

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), é o maior vendedor de discos na história da música brasileira, acumulando recordes a cada 41 dos seus álbuns lançados. Ao todo, já vendeu mais de 140 milhões de cópias incluindo gravações feitas em países de língua espanhola, Itália, França e Estados Unidos, seus maiores mercados no exterior. Seu fã-clube é considerado um dos maiores do mundo, e lotam teatros, arenas e estádios a cada apresentação.

Para homenagear o Rei, nós do Agência CH, que não temos acesso ao cantor, compartilhamos o material produzido pelo site MaisGoiás, que procurou levar ao grande público curiosidades, mitos, superstições e especulações que cercam a vida do artista mais popular da música brasileira.

Confira na íntegra: 15 curiosidades sobre o cantor Roberto Carlos

A vida de uma estrela do porte de Roberto Carlos é cercada de mitos e especulações. É verdade que não ele sai da garagem de ré? Como foi sua estreia nos palcos? Quantas rosas costuma jogar para a plateia no show? Confira a seguir estas e outras curiosidades sobre a vida do Rei.

O pai do Rei Roberto Carlos

Que a mãe de Roberto Carlos é Lady Laura (a costureira Laura Moreira Braga) meio mundo já o ouviu cantar. Mas quem é o pai do rei? Era Robertino Braga, um relojoeiro em Cachoeiro do Itapemirim (ES), cidade onde nasceu Roberto e seus irmãos mais velhos Lauro, Carlos Alberto e Norma. A música “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, do álbum Roberto Carlos, de 1979, escrita por ele e Erasmo Carlos, foi uma homenagem do rei ao pai, falecido em 1980.

Eterno enquanto durou

Não é só no palco que Roberto Carlos é um romântico inveterado. O cantor teve três casamentos, o primeiro deles, em 1968, quando já era famoso. A noiva foi Nice Rossi, na época, mãe de Ana Paula, cuja paternidade ele assumiu posteriormente. O casal também foi pai de Roberto Carlos Braga II e Luciana. Separam-se 11 anos depois, e Nice morreu em 1990.

O segundo casamento foi com a atriz Myriam Rios, em 1980, e os dois ficaram juntos por 11 anos. Mas foi com Maria Rita seu último relacionamento realmente sério, o único que ele oficializou no civil.

O casal começou a se relacionar em 1991 (apesar de ele a ter conhecido num show quando ela estava com 16 anos, em 1977) e, em 1998, Maria Rita descobriu um câncer. RC deu uma pausa na carreira para cuidar dela, mas, no ano seguinte, ela morreu com apenas 38 anos.

Desde então, ele nunca assumiu um romance e não faltam boatos sobre quem é seu novo affair.

Os herdeiros de Roberto Carlos

O rei teve três casamentos, mas só no primeiro, com Nice, houve filhos, sendo dois biológicos: Roberto Carlos Segundo e Luciana. Ana Paula, filha de um relacionamento anterior de Nice, foi registrada como filha. Mas, nos anos 1990, reconheceu a paternidade de Rafael, fruto de um breve relacionamento com a modelo Maria Lucila Torres durante a juventude.

Católico fervoroso

Vira e mexe, aparecem boatos de que RC teria deixado a Igreja Católica e entrado para outra religião. Mas o fato é que o dono de sucessos como “Nossa Senhora”, “Jesus Cristo”, “O Homem” segue católico, como faz questão de atestar no site oficial. “Não mudei de religião, continuo católico como sempre fui”.

Luz em forma de

Roberto, Rei, RC… Mas o menino, que adorava ouvir rádio, pescar e descer ladeiras de bicicleta, em Cachoeiro do Itapemirim, era conhecido pelo apelido de Zunga.

A primeira vez

Fã de Bob Nelson, um cantor que interpretava músicas country em português, o menino fez sua estreia com um microfone com apenas 9 anos. Mas não imitou o ídolo. Escolheu o bolero “Amor y más amor”, de Fernando Borel, para apresentar na rádio de sua cidade natal.

Jogo da verdade

Roberto sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), distúrbio caracterizado por pensamentos insistentes e rituais repetitivos. Por isso, não usa marrom ou roxo, evita o número 13, lava as mãos em excesso e evita certas palavras. Mas já esclareceu alguns boatos. Os telefones de casa não precisam ser limpos a cada meia hora, é mentira que os carros dele nunca saem da garagem de ré, e não se incomoda com gatos pretos.

Top 2

Difícil escolher músicas preferidas dentre mais de 500 registradas, mas o rei não foge da missão. No site oficial dele, é categórico: “Minhas favoritas são ‘Detalhes’ e ‘Eu te amo tanto’”.

Debaixo dos caracóis

Ele investe tempo e dinheiro no visual. Nos tempos da Jovem Guarda, fazia touca (cobria as madeixas com meias finas para deixá-las lisas). De lá para cá, já lançou mão de escova progressiva e adora chapinha. Chegou a dizer que sonhava em ter o cabelo do Paul McCartney.

Beijo na flor

O ídolo já foi enredo de escola de samba em dois anos. O primeiro, em 1987, com a Unidos do Cabuçu, em “Roberto Carlos na cidade da fantasia”. Depois, em 2011, com a Beija-Flor e “A simplicidade do rei”, que rendeu à escola de Nilópolis o título de campeã daquele ano.

Também ganhou reverência com blocos de carnaval Brasil afora. No Rio, saía o “Exalta Rei”, que parava em frente à casa dele, na Urca, e chegou até ganhar acenos do ilustre homenageado. Em Belo Horizonte, a festa era no “Chega o Rei”.

Formiguinha

Sabe o que não pode faltar num estúdio quando tem Roberto? Sorvete e brownie. O rei não se considera chocólatra, mas, digamos, um “consumidor regular”.

Planeta Urca

RC é patrimônio da Urca desde 1979, quando, segundo o então colunista do GLOBO Ibrahim Sued, comprou, “em cash”, dois andares de um edifício. Desde então, circula com seus carrões pelo bairro e liga para a associação de moradores para dar sua opinião sobre alguns assuntos. Nos anos 1980, participava das procissões de São Pedro.

Esse carro sou eu

A garagem de RC é um parque de diversões. Os vizinhos podem provar. Volta e meia, encontram o Rei pilotando um Chrysler Imperial Crown 1965, um Audi R8 Spyder ou um Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder. Mas o primeiro possante dele foi um Fusca 1960, bege, usado, comprado com o dinheiro de “Splish splash”.

Repeteco

Há explicação para os nomes dos álbuns serem, na maior parte das vezes,… Roberto Carlos. Ele explicou uma vez ao GLOBO que até gostaria de variar e dar nome de alguma das canções, mas, como nunca sabe qual vai ser a música de trabalho, acaba nomeando-os simplesmente por “Roberto Carlos”.

Flores em que tudo que eu vejo

Atenção, plateia do show (quando houver novamente). Há 180 chances de pegar uma rosa do rei. Ele joga sempre 144 vermelhas e 36 brancas nas apresentações.