Crônica de um jornalista do interior na cobertura do torneio de futebol entre seleções mais antigo do mundo

Por Carlos Humberto - Foto: Divulgação

Estou de volta à Arena Fonte Nova. Hoje à noite, o bicampeão Chile se apresenta para o público baiano, a partir das 20 horas. O adversário será o Equador. As duas seleções compõem o grupo C, ao lado de Uruguai e Japão. Com alguns remanescentes, a equipe chilena retorna a Bahia após uma década, quando perdeu para o Brasil por 4 a 2 em jogo das eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

O sol brilha sobre Salvador, uma das cidades mais bonitas do Brasil, e se aproxima a hora de me deslocar para o local do jogo. Hoje o Centro de Mídia abre às 16 horas para entrega das credenciais de acesso ao campo e Zona Mista. O horário da partida, 20 horas, agrada a torcedores e imprensa.

Diferente do jogo da seleção brasileira, quando a cidade acordou respirando futebol, a expectativa para o jogo de hoje é menor entre os soteropolitanos, e não sei se teremos casa cheia. No Rio Vermelho, aonde se concentram muitos hotéis, torcedores chilenos e equatorianos confraternizam amistosamente. Não passa despercebida a beleza das mulheres, em sua maioria jovens que começam a formar uma nova geração de torcedores. As cores azul, vermelho e branco do Chile predominam e atrai a atenção da torcida do Bahia, que usa as mesmas cores. Pelo retrospecto, a La Roja, como a seleção chilena é conhecida, é a favorita.

A crítica continua malhando o pobre futebol praticado pela maioria das seleções no torneio, inclusive das favoritas ao título Argentina e Brasil. Elogios apenas para as seleções do Uruguai, Chile e Japão, a surpresa. Apesar de a Conmebol falar em recorde de público nesta edição do torneio, os estádios continuam com muitos espaços vazios, em muitos jogos.