Crônica de um jornalista do interior na cobertura do mais antigo torneio de futebol entre seleções do mundo

Por Carlos Humberto - texto e fotos

Diferente de ontem, quando as chuvas alteraram a programação de treinos das seleções, hoje o sol lança seus raios luminosos sobre a capital baiana, como se saudasse a presença da Seleção Brasileira, atendendo a um pedido dos deuses do futebol.

Isso é animador para o torcedor e para os profissionais da imprensa esportiva que irão cobrir o embate contra a Venezuela, sem precisar usar capas e outros apetrechos para proteção da chuva.

Também ameniza as críticas sobre o horário do confronto determinado pela tabela. Não é mole um jogo de futebol que deve terminar por volta de 23h30, e obriga os torcedores – aqueles que moram mais distantes – a retornarem à suas casas no dia seguinte.

Com a imprensa não será diferente. Como o Centro de Mídia fecha a 1 hora da madrugada, a correria é grande para concluir textos e selecionar fotos para enviar para as redações.

Indo para o Estádio

A comodidade dos ônibus refrigerados da Conmebol nos transporta até a Arena Fonte Nova sem transtornos, com selo de veículo de trânsito liberado. Como nem tudo são flores, mais uma vez o elevador disponível para a imprensa está sem funcionar. A turma não perdoa: “Essa Conmebol é uma m… Se fosse a Fifa isso não aconteceria”. Só tem uma alternativa: encarar oito andares até a Central de Mídia. Ufa! O “veinho” não aguenta esse ritmo.

Pelo Mundial Feminino, Marta fez o gol solitário da vitória brasileira sobre a Itália, tornando-se a maior artilheira com 17 gols na história das Copas, superando o alemão Klose que tinha 16. O triunfo classificou o Brasil para fase de oitavas de final com seis pontos e ainda restando uma partida.

O gerente da Central de Mídia, Paulo Ungar, anuncia que a programação do pré-jogo prevê o Photo-Briefing às 19h30 e a descida para o campo meia hora depois. Por falar em Photo-Breaking, matuto sofre. Quando ouvi essa expressão inglesa pela primeira vez, no pré-jogo de Argentina e Colômbia, imaginei com meus botões que teríamos uma pausa para servir o lanche. Que decepção, quando o gerente leu em português e espanhol uma série de recomendações para os fotógrafos e cinegrafistas para cumprir o protocolo da partida. Kkkkkk. É isso que é o Photo-Briefing? Continuei com fome.

Hoje tivemos as companhias ilustres de Galvão Bueno, Júnior, Ricardinho e Paulo Vinícius Coelho na sala de mídia. Simpático, Galvão aceitou os cumprimentos do Matuto.

Quanto ao jogo, nenhuma novidade relevante nas seleções que se enfrentam às 21h30, exceto pela confirmação de Arthur em lugar de Fernandinho no meio de campo da seleção brasileira. Capitaneados por Daniel Alves, os jogadores e comissão técnica esperam encontrar no torcedor baiano um clima de paz e calor humano, diferente da frieza dispensada pelo torcedor paulista na partida contra a Bolívia na estreia.

Agora só resta esperar bebendo muita água para não desidratar.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X VENEZUELA

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 18 de junho de 2019, terça-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñan
Assistentes: Christian Scheimann (CHI) e Claudio Ríos (CHI)
VAR: Roberto Tobar (CHI)

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison, Roberto Firmino e David Neres. Técnico: Tite

VENEZUELA: Fariñez; Rosales, Chancellor, Villanueva e Osorio; Moreno, Herrera, Rincón, Savarino e Murillo; Rondón. Técnico: Rafael Dudamel