Crônica de um jornalista do interior na cobertura do torneio de futebol entre seleções mais antigo do mundo

Por Carlos Humberto

Sem jogos em Salvador desde Brasil e Venezuela na terça-feira, o matuto aproveitou para rever amigos e resolver problemas particulares.

No primeiro caso, reencontrei o grande jornalista e escritor Paulo Leandro, referência nacional, que tenho a honra de conhecer desde os tempos de dirigente do Juazeiro. Depois nos encontramos na UNEB, em 2013, quando ele ministrou um minicurso para os estudantes do projeto ‘Chuteiras Fora de Foco’ que cobririam a Copa das Confederações daquele ano. Sempre generoso, recebi dele convite para um almoço na sexta-feira na sua confraria. Claro que irei.

Também ganhei convite de Aroldo Moreira, outro amigo que fizemos no futebol. Se aceitar todos os convites para comer, vou retornar mais gordo do que quando saí. Com Jota-Jota, o negro mais belo do Brasil, segundo ele, falamos sobre sua coluna no site.

Troquei dedos de prosa com o grande Sinval Vieira, sempre atencioso e, por telefone, com o querido Élcio Nogueira da Silva, o Sapatão, quando relembramos juntos episódios de sua passagem vitoriosa como técnico do Juazeiro. No linguajar futebolês, uma verdadeira resenha.

Amanhã 21, a bola volta a rolar em solo baiano. Na Arena Fonte Nova, o bicampeão Chile enfrenta o Equador, pelo grupo C. O horário da partida é mais convidativo, às 20 horas.

Mais uma vez a Agência CH estará acompanhando à beira do gramado.

De norte a sul, é unânime a crítica ao pobre futebol apresentado pelas seleções nos primeiros jogos desta Copa América. Exceção feita ao Uruguai na goleada sobre o Equador por 4 a 0. A decepcionante Argentina, cujo maior craque sangra dentro de campo a cada fracasso, e o Brasil sem encontrar o equilíbrio coletivo que todos esperam, são alvos de pesadas críticas pela ineficiência do futebol apresentado. A possibilidade matemática de um deles – ou até os dois – ser eliminado na primeira fase não é absurda, embora seja improvável.

Seria a decadência do futebol do continente? Só para refrescar a memória, desde 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Alemanha, que uma seleção sul-americana não ganha um título. Quem chegou mais perto foi a Argentina em 2014, com Messi em grande fase, quando perdeu para a Alemanha por 1 a 0 a final no Maracanã.