Texto e foto: Maria Akemi

A história de William Lima com o futebol começou há alguns anos. De jogador ele passou ao outro lado do campo. Em 2019 comandou a equipe sub-20 do Petrolina no Campeonato Pernambucano. O 3º lugar na tabela garantiu a vaga na Copa São Paulo de Futebol Júnior nesse ano.

Quando todos imaginavam que finalmente William ganharia a chance de trabalhar na equipe principal, a Diretoria da Fera Sertaneja anunciou Higor César. A pausa forçada por conta da pandemia modificou o cenário. Sem dinheiro e elenco, a mesma Diretoria voltou sua atenção a William quando a água bateu no pescoço.

”Foi tudo muito rápido, tudo muito difícil por conta da competição e de estrutura que o clube não tinha e não tem pra competição. A dificuldade maior foi de atletas. A gente não tinha um elenco que vinha jogando a competição. Vieram jogadores novos que a gente não conhecia. Foram muitas as dificuldades. A estrutura, a falta de campo para treinar. No jogo do Retrô a gente só teve dois dias para conhecer o grupo”, conta.

Ao aceitar o convite o treinador imaginava outra situação na Fera. “Quando ele me convidou eu achei que existisse outro contexto. Ele me convidou na quinta-feira para assumir o time e eu aceito. Só que na sexta-feira sai a divulgação pelo Governo de Pernambuco da volta do futebol”, lembra.

As dificuldades dentro de campo

Queda veio após goleada no último jogo

A estreia veio com derrota (5×0) para o Retrô fora de casa. Restavam os três jogos da Fase Final. “Era uma incógnita porque a gente ia conhecer os jogadores em competição. A gente teve uma semana para trabalhar e apesar de um período só, que era pela manhã, a gente pôde trabalhar um pouco”, destaca.

Nas duas partidas em casa a Fera abriu o placar e sofreu o empate no fim. Resultados que atrapalharam os planos da equipe. “Não vejo por incompetência e sim pelo lado científico. A gente trabalhou e a gente teve uma perda de rendimento muito grande. A falta de estrutura lá no final vai se mostrar de alguma forma. Se mostrou na falta de condição física, na falta de atleta para substituição. Se você tinha limitação ela ia ser mostrada de alguma forma”, ressalta William.

O ponto final veio na goleada por 5×0 fora de casa para o Sport. “O jogo contra o Sport foi horrível. Fazendo uma avaliação de tudo: poderia ter sido melhor. A gente sabe que os problemas do clube não vêm do Quadrangular. A gente assume 20-30%, mas o resto do percentual de culpa é de tudo que foi feito anteriormente de gestão, o extracampo. O trabalho técnico foi bom, era uma equipe boa. Deixou para ir à última rodada sem condição financeira nenhuma. Isso reflete no final. O que começa errado vai dar errado. É uma das avaliações que eu faço”, conclui.