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Com a paralisação do futebol devido à expansão do coronavírus, clubes e jogadores têm sofrido com fins de contrato e quedas de receita. O dirigente do Flu, Mário Bittencourt revelou que dirigentes já tem conversado sobre uma solução para o tema

Estamos sem futebol! O fácil contágio do coronavírus, fez com que as competições esportivas fossem paralisadas e adiadas, para que não haja a expansão da doença. Com isso, os clubes já planejam como será a sustentação de receitas durante o período sem jogos. Em entrevista ao SporTV, o presidente do Fluminense Mário Bittencourt, falou sobre o difícil momento.

O dirigente revelou como a doença tem afetado o bolso dos clubes.

O momento é muito difícil, não só do futebol mas da sociedade brasileira, de todas as classes, trabalhadores. O Fluminense já está sofrendo as consequências como outros clubes estão, tivemos patrocinadores cancelando contratos, estamos sem receitas de bilheterias, venda de camisas. Não temos como vender atletas, que também é uma fonte de receita. Eu vi uma matéria hoje que o Barcelona está sofrendo enormes prejuízos financeiros. Se ele está sofrendo, imagine os clubes do Brasil.”

União de clubes

Márcio Bittencourt contou que os clubes já têm se reunido, em busca de soluções para esse problema.

“Estamos fazendo um acordo nacional para tentar salvar o futebol brasileiro. Existe uma comissão, faço parte dela. Fizemos uma videoconferência com mais de 20 presidentes de clubes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo para serem levadas aos atletas e profissionais de futebol, para que a gente tente diminuir os prejuízos. Todos que vivem do futebol estão tendo prejuízos e nossa ideia é preservar o maior número de empregos possíveis.”

As soluções

A nossa primeira tentativa: em razão da paralisação, vamos ter dificuldade em acabar o ano e concluir o calendário. Nossa ideia é antecipar as férias, para que a gente pudesse esticar o calendário até o dia 23 ou 28 de dezembro. Essa ideia seria para ganhar 30 dias. Pagamos 50% dessas férias no momento. Depois pagamos o restante no final do ano, sem trazer prejuízo financeiro aos atletas. Permanecendo nesse período de férias, a gente faria um período de treinamento individual, dando uma remuneração de 50% do salário e imagem, mantendo os treinos de casa, enquanto não tenha jogo”, disse o dirigente do Fluminense.

Suspensão de contratos de trabalho, não só do Fluminense

Mário Bittencourt terminou dizendo, que a ideia é suspender os contratos de trabalho dos jogadores, de forma com que os mesmos sejam adiados.

A proposta de acordo é se houver paralisação. Se puder existir jogo com os portões fechados, essa ideia não vale. Agora, com 60 dias sem futebol, nossa ideia seria suspensão dos contratos de trabalho. Os atletas não ficariam prejudicados, porque os contratos seriam esticados pelo tempo em que eles ficassem parados. A ideia é colocar pra frente, porque certamente não conseguiríamos cumprir o calendário, teríamos que rediscutir fórmulas. Essa proposta foi encaminhada aos atletas, os capitães dos times estão avaliando e estamos esperando uma resposta, uma contraproposta.