Presidente do Veneza defende mudança de atitude dos dirigentes do futebol amador de Juazeiro

“Precisamos de iniciativas para atrair o torcedor e diminuir a dependência da ajuda do poder público”

Por Carlos Humberto – texto e foto
Vereador Charles Leal, presidente do Veneza

Na reunião desta segunda-feira (5), da Liga Desportiva Juazeirense, quando foram discutidos a realização do Campeonato Amador Juazeirense e aprovado o pedido de filiação da Sociedade Desportiva Juazeirense nos quadros da LDJ, o presidente do Veneza, vereador Charles Almeida Leal, cobrou dos colegas uma mudança radical na maneira como se relacionam com o poder na condução do futebol da LDJ.

O dirigente lamentou que há tempos o campeonato organizado pela entidade que comanda o futebol amador no município não tem a mesma força popular que ligas não reconhecidas oficialmente perante a Federação Baiana de Futebol, mas que organizam competições de sucesso, pagando prêmios atraentes e sem usar verbas públicas.

“Dentro da atual estrutura, nossa competição não atrai o torcedor e submete a LDJ ao calendário das ligas de bairros e até do futebol Society” – alertou o presidente do clube mais antigo do futebol amador de Juazeiro. Para ele, a começar pelos dias escolhidos para os jogos, no meio de semana, “falta de nossa parte iniciativas para chamar o torcedor de volta ao Adauto Moraes”.

Charles toca num ponto crucial para o crescimento do clube e do esporte, a renovação do torcedor, coisa que não acontece no momento, na sua opinião: “Os torcedores dos grandes clubes de Juazeiro são os mesmos (de tempos atrás), você não encontra jovens que torcem para o Veneza, Olaria, Carranca, XV, Barro Vermelho…”.

Em entrevista à Agência CH, Charles afirmou que “Desde o ano retrasado que eu venho batendo na mesma tecla, cobrando mudanças no calendário e nos dias dos jogos. Eu, particularmente, defendo os domingos pela manhã, como era nas competições dos anos 80 e 90. Outra coisa, é a excessiva dependência dos clubes do patrocínio da Prefeitura. Ela, a prefeitura, pode ser uma parceira, mas não o pai dos campeonatos a vida inteira” – finalizou o dirigente azulino, que vê no comodismo dos dirigentes um entrave para o desenvolvimento do futebol amador local.