Por Tony Martins

É certo que o futebol brasileiro sofrerá consequências gravíssimas e irreparáveis em função da pandemia do coronavírus. Os campeonatos pararam (estaduais, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Copa Sul-americana e Taça Libertadores da América) e os já programados (series A, B, C e D), não se sabe como ficarão, caso as Federações resolvam retomar as competições estaduais, assim que esse problema acabe, ou pelo menos esteja sob controle, sem riscos à saúde humana. Nesse caso, surgirá o problema de datas para as competições nacionais.

Analisando a questão tendo como exemplos os Campeonatos baiano e Pernambucano, que além de apontar os campeões e os rebaixados, indicam seus representantes para a série D, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e pré Nordeste, do ano subsequente. Na terra de Castro Alves, o Jacobina é o lanterna da competição, cuja colocação o torna rebaixado, todavia, ainda lhe restam duas partidas, uma das quais diante do Doce Mel, um concorrente direto, sendo que a tabela do campeonato marca jogo para Jacobina, existindo, portanto, possibilidade do time jacobinense reverter a situação. Caso a Federação Baiana de Futebol-FBF decida não retornar com o evento, vai considerar a classificação de momento? Se a decisão da FBF levar em consideração o cancelamento ou a nulidade da competição, como fará para indicar os representantes baianos nas competições nacionais em 2021? Como ficará a divisão de acesso?

Em Pernambuco, faltando apenas uma rodada para encerrar a fase classificatória, dois gigantes do futebol local, Náutico e Sport observam Santa Cruz e Salgueiro já classificados para a fase semifinal. Tanto o timbu quanto o leão brigam para ficar entre os seis primeiros, ambos disputam três vagas na fase seguinte com Afogados e Central, um dos dois poderá ser eliminado precocemente, isso se a Federação Pernambucana de Futebol-FPF retomar a competição. Existe uma movimentação de clubes do interior, no sentido de cancelar a competição, não tendo campeão nem rebaixados, inclusive, já oficializaram esse pedido junto à FPF.

Por enquanto, não existe uma solução para o problema, o certo é que quais quer que sejam as decisões o prejuízo será inevitável. Cabe aos dirigentes do futebol brasileiros escolher entre os males, o menor.