Quebra do jejum e alma lavada

Falôôô... A opinião de Jota Jota

O Bahia entrou em campo na tarde de domingo 4, precisando reeditar suas atuações de antes da parada para a Copa América, e quebrar um jejum, que já durava sete jogos, sem sentir o sabor da conquista de três pontos, fossem dentro ou fora de casa, e o seu adversário, era nada mais nada menos, do que o hoje milionário time do Clube de Regatas do Flamengo, que vinha de uma classificação na Libertadores, conseguida no meio de semana.

Preocupado com o psicológico de seus jogadores, Roger Machado, além dos treinamentos normais, trabalhou também o emocional do time tricolor, para que a ansiedade não fosse novamente um empecilho para a realização de uma boa apresentação, diante de seus fiéis torcedores, e não é que a coisa fluiu?

Com um esquema que inutilizou o sistema de criação do Flamengo, que é o ponto alto do time, Roger Machado e seus comandados passaram a mandar na partida, dando um falso espaço no meio de campo, mas com uma defensiva sólida, buscando o contra-ataque mortal, sua arma predileta, e foram três gols da mesma forma, jogadas rápidas, com Lucca, Artur e as complementações do atacante Gilberto.

Jorge Jesus e os riquinhos do Rio de Janeiro tomaram um tremendo susto, quando viram a volúpia do time baiano, que além de quebrar o jejum dos sete jogos, conseguiu lavar a alma dos mais de 43 mil torcedores que estiveram na Arena Fonte Nova, calando a galera rubro negra, que só viram a festa tricolor.

Foi um banho tático que Roger Machado deu no português, e parece ter encontrado o substituto de Douglas Augusto. Giovani entrou muito bem na função, e até sair machucado, não apareceu para a torcida, mas foi peça por demais útil no esquema traçado pelo professor. Com a sua saída, Lucca assumiu a função e não decepcionou. Com três gols na etapa inicial, o Bahêa não esmoreceu, apertou ainda mais o acelerador, e por muito pouco não aplica uma goleada histórica no Mengão.

Com os três pontos conquistados, o Bahia deu um salto na tábua de classificação, e retoma seu lugar na primeira página, devolvendo ao seu torcedor, a esperança de novas atuações como as de hoje, embora cada partida, tenha a sua desenvoltura, a saída de contundidos, por força de contratos de empréstimos, e até punições, pode criar dificuldades para o treinador, mas é certo de que, pelo menos na Arena, o Bahia deu pinta de que será ruim, levar pontos de Salvador.

Em suma, um belo jogo, com superioridade do primo pobre, sem que chances fossem dadas ao primo rico, sem destaques, no time da Boa Terra, o coletivo prevaleceu, com muita entrega e determinação, sob a batuta de Roger Machado, e com uma preparação física excelente, que Paulo Paixão sabe ministrar muito bem.

#PRONTOFALEI.